ONU avisa que chegou o momento decisivo sobre o clima

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


A secretária executiva da Convenção para o Clima das Nações Unidas (UNFCCC), Christiana Figueres antes da abertura da Conferência realizada em Tianjin

Foto: AP

Reduzir Normal Aumentar Imprimir A principal autoridade da ONU para o clima, Christiana Figueres, enviou nesta segunda-feira, em Tianjin, no norte da China, uma mensagem urgente aos governos do mundo: "Vocês podem parar ou avançar, o momento das decisões chegou".

A secretária executiva da Convenção para o Clima das Nações Unidas (UNFCCC) - fórum mundial de negociações criado em 1994 para examinar as mudanças climáticas - fez o alerta aos negociadores dos mais de 190 países reunidos para a abertura da última sessão de negociações antes da grande reunião de Cancún, México, que acontecerá de 29 de novembro a 10 de dezembro.

"Em Cancún vamos precisar de resultados concretos e urgentes", advertiu. Quase um ano depois do fracasso relativo da conferência de Copenhague, a secretária costarriquenha afirmou que é necessário "restaurar a confiança na capacidade das partes para levar adiante este processo, para que o multilateralismo não seja percebido como um beco sem saída, para evitar que as divergências permanentes terminem como uma inação inaceitável".

Ela citou os pontos sobre os quais a reunião de Cancún pode tomar decisões, como um fundo de ajuda aos países mais vulneráveis ou a aplicação de um mecanismo para combater o desmatamento.

O acordo de Copenhague fixou a meta de limitar o aumento da temperatura do planeta a dois graus, mas sem calendário e de maneira evasiva sobre as modalidades para alcançar o objetivo.

"Peço que demonstrem flexibilidade e espírito de compromisso. Senhoras e senhores, é chegado o momento", concluiu a secretária. Esta é a primeira vez que a China, um dos maiores poluentes do planeta, recebe uma conferência sobre o clima.
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Cardeal alerta Papa para 'anticristo atrás de ecologista'


O arcebispo emérito de Bolonha, o cardeal ultra-conservador Giacomo Biffi, alertou o papa Bento 16 e a Cúria Romana para a existência de um "anticristo ecológico, pacifista e ecumênico".
A afirmação foi feita durante uma das meditações espirituais da Quaresma realizadas nesta semana e causou consternação entre ambientalistas, pacifistas e defensores da união entre as várias igrejas cristãs.

Conhecido por suas acusações de que os muçulmanos estariam invadindo a Europa, Biffi citou o filósofo russo Vladimir Solovyov (1853-1900) para afirmar que o anticristo está vivo.

"O anticristo pode se apresentar ou se esconder atrás de um pacifista, um ecologista ou um ecumênico", declarou o cardeal. "(Ele) convocará um conselho ecumênico e buscará o consenso de todas as igrejas cristãs."

Ainda citando o filósofo russo, o cardeal disse que a multidão poderá seguir o anticristo, mas, perseguidos, pequenos grupos de cristãos, ortodoxos e protestantes lutarão e responderão que ele dá tudo, menos o mais importante: Jesus Cristo.

Recado

De acordo com o jornal italiano La Repubblica, o cardeal queria não apenas fazer um alerta, mas mandar um recado ao Parlamento italiano.

Ao analisar as declarações do cardeal Biffi, o La Repubblica tentou descobrir quem seriam os prováveis "espíritos do mal" entre os líderes políticos da Itália.

Para o jornal, a tentativa de demonização de Biffi incluiria até os democrata-cristãos, mas excluiria os parlamentares de centro-direita.

As declarações ocorreram no momento em que a Itália busca uma solução para sair da crise política iniciada na semana passada com o pedido de renúncia do primeiro-ministro Romano Prodi, que, após longas negociações, permaneceu no cargo.

Durante a semana, um pequeno grupo de católicos tradicionalistas rezou em frente ao Parlamento pela queda do governo de centro-esquerda, considerado por eles contra Deus e a natureza.

Em inúmeras ocasiões, a Igreja Católica italiana manifestou sua posição contrária à aprovação de pontos polêmicos em discussão antes da crise de governo, como o reconhecimento das uniões civis de casais homossexuais.

Para o cardeal de 78 anos, que deixou a Arquidiocese de Bolonha há três anos, "hoje corremos o risco de ter um cristianismo que coloca entre parênteses Jesus com a sua cruz e ressurreição".

"Os cristãos correm perigo no mundo de hoje porque o filho de Deus não é traduzido em uma série de bons projetos aprovados com a mentalidade mundana dominante", acrescentou Biffi.

Polêmico

As declarações do cardeal já causaram polêmica em outras ocasiões. No final de 2000, ele divulgou um documento em que acusava os muçulmanos de invadir a Europa, e sugeria ao Estado italiano discriminar os imigrantes com base em sua fé religiosa.

O cardeal disse que essa seria uma maneira de proteger a identidade nacional italiana. Na mesma linha do pensamento atual, em 2000, o cardeal já havia afirmado que o anticristo poderia ter o perfil de um defensor da paz ou ecologista.

"O anticristo será um convicto espiritualista, um admirador filantrópico, um pacifista aplicado e primoroso, um vegetariano observador, um defensor dos animais determinado e ativo", afirmou, com ironia, na ocasião.

"Inclusive, se apresentará como um excelente ecumênico, capaz de dialogar com palavras cheias de doçura, sabedoria e eloqüência."

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