A declaração foi feita no dia em que veio a público que o Irã tem uma segunda usina de processamento de urânio, o que provocou forte reação da comunidade internacional.
Israel não ousaria atacar o Irã, afirma presidente Ahmadinejad
sábado, 26 de setembro de 2009
A declaração foi feita no dia em que veio a público que o Irã tem uma segunda usina de processamento de urânio, o que provocou forte reação da comunidade internacional.
ONU pede desarmamento nuclear em reunião presidida por Obama
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em reunião presidida por Barack Obama, aprovou unanimemente nesta quinta-feira uma resolução que ambiciona um mundo sem armas nucleares.
A resolução também pediu o fim da proliferação de armas atômicas, mas sem nomear o Irã ou a Coreia do Norte, que o Ocidente vê como as maiores ameaças nucleares.
Entretanto, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, clamaram por sanções mais duras contra o Irã por desafiar as exigências da ONU de interrupção de suas atividades nucleares.
Obama presidiu o encontro de duas horas no quartel-general da ONU em Manhattan, a quinta vez em que o conselho reuniu chefes de Estado e a primeira em que foi encabeçado por um presidente norte-americano desde sua criação em 1946.
"Solicitei esta reunião para que possamos discutir no mais alto nível uma ameaça fundamental à segurança de todos os povos e todas as nações -a disseminação e o uso de armas nucleares", disse Obama.
O mandatário disse que o próximo ano será "absolutamente crítico" para determinar se os esforços para interromper a disseminação e o uso de armas nucleares foi bem sucedido.
A resolução esboçada pelos EUA pediu "maiores esforços na esfera do desarmamento nuclear" para alcançar "um mundo sem armas nucleares" e exortou todos os países que não assinaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) de 1970 a fazê-lo.
Críticos da resolução disseram que ela não incluiu termos que exigiriam de Estados detentores de armas nucleares que tomem medidas concretas para o desarmamento.
O presidente chinês, Hu Jintao, deixou claro que Pequim não planeja se desfazer de seu arsenal nuclear.
"Vamos manter nossa capacidade nuclear no nível mínimo exigido para a segurança nacional, e nos esforçar para levar adiante o processo de desarmamento global", disse Hu.
Alguns diplomatas norte-americanos disseram que as potências nucleares estão mais interessadas na não-proliferação do que no desarmamento.
Já Mohamed ElBaradei, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU e prêmio Nobel da Paz, disse que a não-proliferação e o desarmamento estão intimamente ligados.
"Ao demonstrar seu compromisso irreversível com um mundo livre de armas nucleares, os Estados que as possuem ganham autoridade moral para solicitar ao resto do mundo que contenha a proliferação dessas armas desumanas", disse ele.
Fonte:OGlobo
G20 surge como promotor de nova ordem mundial
Ladrão invade igreja, furta hóstias e escreve ‘Salve Lúcifer’ na parede
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Um roubo misterioso indignou os fiéis de uma Igreja Católica de Orlândia, a 365 km de São Paulo. O ladrão invadiu a igreja durante a madrugada, e além de levar aparelhos de som, furtou vinhos e hóstias consagradas. Além disso, antes de sair, o invasor escreveu a frase “Salve Lúcifer” na parede de uma sala anexa ao altar.
O furto foi registrado na noite do dia 16 de setembro, mas foi divulgado apenas na quarta-feira (23). O ladrão foi até a sacristia e furtou os vinhos do padre e as hóstias que estavam guardadas no armário. Em seguida, abriu a gaveta, e de dentro de uma bolsa, pegou a chave que guarda o compartimento onde ficam as hóstias consagradas. Para os católicos, elas são o corpo de Cristo.
O administrador diocesano de Franca, a 400 km de São Paulo, não vê na invasão da igreja apenas um caso de roubo. “Para nós é o próprio corpo de Jesus, adquiriu um valor para nós incomensurável”, disse o padre Jamil Alves de Souza. A polícia já identificou o suspeito de roubar as hóstias, que deverá ser ouvido ainda esta semana.
Fonte:G1
Retiram livro escolar que promove abstinência entre adolescentes mexicanos
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Bispos húngaros de guarda contra o “neopaganismo”
Carta pública da Conferência Episcopal da Hungria
BUDAPESTE, terça-feira, 22 de setembro de 2009 - Os bispos da Hungria publicaram uma “Carta circular da Conferência Episcopal Húngara sobre a salvaguarda da fé católica”, sublinhando como esta última está ameaçada por algumas correntes que estão inundando a sociedade.
No texto, que foi lido em todas as igrejas católicas do país no domingo passado, os prelados explicam que atualmente “retorna com vigor uma espécie de paganismo” que “ataca o cristianismo”.
“Há alguns anos, acreditávamos que a secularização constituísse quase o único perigo – admitem os bispos –. Ainda que a mentalidade consumista, o ídolo do hedonismo continua estando presente em nosso povo, agora está se reforçando também o espírito do neopaganismo”.
Durante décadas de comunismo, recordam os prelados, as autoridades “tentaram fazer-nos esquecer tudo aquilo que pudesse confirmar nossa identidade húngara e cristã. Tentaram incutir em nós um complexo de inferioridade, repetindo que a Hungria havia sido o último aliado da
Alemanha na Segunda Guerra Mundial, e de que éramos nacionalistas e chovinistas”.
Neste contexto, para os bispos “é necessário e legítimo despertar uma identidade justa, buscar e tomar consciência de nossos verdadeiros valores, nossa herança húngara no campo cultural, histórico e científico”.
Deste processo faz parte também “confirmar-nos em nossa identidade cristã, já que a revelação de Cristo se encarnou também em nossa cultura húngara, enobrecendo-a e consagrando-a.
Nossa cultura milenar húngara não é compreensível sem a fé cristã”.
Esta tomada de consciência, “importantíssimo dever cristão e húngaro”, “produz também brotos equivocados”, advertem os bispos.
Um destes é o chamado “sincretismo antigo húngaro”, que mescla elementos de distintas religiões.
“Este fenômeno é muito perigoso porque utiliza uma linguagem religiosa aparentemente cristã e induz ao erro inclusive os fiéis que praticam sua própria religião”, explica a Conferência
Episcopal.
Outros perigos, prossegue o texto, são “o ocultismo, o espiritismo, e as diversas formas de idolatria”, assim como “o ataque a nossa fé católica também por parte das ideias liberais extremas que tentam forçar em nós a ditadura do relativismo, uma visão do mundo que põe em dúvida a existência da própria verdade”.
Esta corrente, observa a carta, “difunde a cultura da morte em lugar do respeito à vida. Nega ou relativiza a diferença entre homem e mulher, assim como do matrimônio e da família”.
“Frente a isto, aceitamos o projeto de Deus Criador sobre o homem, sobre a família, sobre a cultura e sobre a Nação – declaram os bispos húngaros –. Frente à globalização, professamos a catolicidade. A verdade católica não é internacional, mas supranacional, mas para poder existir concretamente, deve encarnar-se nas culturas nacionais”.
Da mesma forma, constatam, pode atacar a fé católica também “a concepção do mundo que se formula normalmente assim: ‘sou religioso a minha maneira’”. “Nós somos e permanecemos católicos só se nossa fé está em harmonia com a fé da Igreja”, assinalam.
“Pedimos a nossos irmãos católicos que se guardem de todas estas iniciativas que conduzem ao erro”, concluem os bispos húngaros.
Fonte:Zenit
Laos: a nova perseguição do governo aos cristãos
Para alguns é negado o acesso à água, à educação e à atenção médica
VIENTIAN, terça-feira, 22 de setembro de 2009 - As autoridades de Laos negam aos cristãos de alguns lugares direitos como a atenção médica, o acesso à água, levar seus filhos à escola e a proteção da lei.
O observatório Human Rights Watch for Laos Religion Freedom (HRWLRF) denunciou uma nova perseguição anti-cristã no país asiático que viola sua Constituição.
As autoridades comunistas acusam aos cristãos de aderir a crenças importadas que representam uma ameaça para o sistema político.
Nas últimas semanas, a polícia deteve dezenas de cristãos, entre eles o pastor Thao Oun, acusado de tentar destruir a nação e o governo com sua fé.
As autoridades também ameaçaram centenas de cristãos e expulsaram muitos de suas aldeias, e impediram aos fiéis o acesso para algumas igrejas.
Em alguns casos, tentaram forçar renuncias à fé, inclusive com o uso da violência.
Também, muitos cristãos estão em perigo em várias cidades onde qualquer cidadão pode atacá-los sem receber consequências penais.
Trata-se de um regresso ao passado, à perseguição anti-cristã dos anos 90 que retrocedeu devido à pressão internacional e ao risco de perder a ajuda financeira.
Agora, o governo estabeleceu relações estreitas com estados totalitários vizinhos como a China e as autoridades voltam a perseguir os cristãos.
Precisamente Laos se encontra entre os três países por cujos cristãos estão rezando este mês de setembro as milhões de pessoas de todo o mundo que participam do Apostolado da Oração.
A intenção missionária do Apostolado da Oração do Papa para este mês reconhece que os cristãos em Laos, Camboja e Mianmar, “com frequência, encontram grandes dificuldades” e pede que “não desanimem de anunciar o Evangelho a seus irmãos, confiando na força do Espírito Santo”.
Fonte:Zenit
Obama pede rapidez na retomada de conversas sobre paz entre israelenses e palestinos
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que é preciso "retomar as conversas de paz o mais rápido possível" entre Israel e Palestina. Obama se reuniu nesta terça-feira (22) com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, depois de ter um encontro separado com cada um deles. O evento acontece poucos meses depois de Netanyahu assumir o poder e menos de um ano após os confrontos em Gaza entre israelenses e palestinos.
Durante o encontro, no qual nenhum avanço era esperado, Obama convenceu os dois líderes do Oriente Médio a trocar um aperto de mãos e se afastou enquanto eles se cumprimentavam, sorrindo ligeiramente.
Obama afirmou que tanto Netanyahu quanto Abbas devem "mostrar sua disposição em conseguir resultados" e não se limitar a meras palavras. Na opinião do presidente americano, embora desde janeiro tenham sido alcançados progressos, é preciso que os palestinos façam mais em matéria de segurança e que os israelenses continuem com os esforços para frear a atividade dos assentamentos.
"O sucesso depende de todas as partes atuarem com o sentido da urgência", disse Obama, no início da reunião.
O presidente dos EUA expressou ainda o "compromisso dos EUA com uma paz duradoura e completa no Oriente Médio". Segundo Obama, um enviado seu para a região, George Mitchell, voltará a se reunir com Abbas e Netanyahu na próxima semana.
A Palestina acusa Israel de rejeitar a interrupção dos assentamentos nos territórios ocupados e de não estar disposto a abordar assuntos como os refugiados palestinos ou status definitivo da cidade de Jerusalém nas conversas de paz. Já o primeiro-ministro israelense afirma palestinos assumiram uma posição de intransigência.
Fonte:UOL
Em seu discurso na ONU, Lula volta a pedir Nova Liderança Mundial
Em seu discurso de abertura da 64ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é preciso construir “um novo mundo” após a crise financeira mundial. Lula destacou que “a crise financeira, a nova governança mundial e a mudança de clima” são os temas preponderantes do futuro.
“Os temas que estão no centro das nossas preocupações, a crise financeira, a nova governança mundial, e a mudança de clima têm um forte denominador comum. Ele aponta para a necessidade de construir uma nova ordem internacional sustentável, multilateral, menos assimétrica, livre de hegemonismos e dotada de instituições democráticas. Esse mundo novo é o imperativo político e moral”, disse.
"Meus cumprimentos ao presidente da Assembléia Geral, Ali Treki, ao secretário-geral, Ban Ki-moon, e a todos chefes de Estado e delegados presentes.
Senhoras e senhores, A Assembléia Geral das Nações Unidas tem sido e deve ser cada vez mais o grande foro de debate sobre os principais problemas que afligem a humanidade. Quero abordar aqui três questões cruciais, que me parecem interligadas, três ameaças que pairam sobre nosso planeta: a persistência da crise econômica, a ausência de uma governança mundial estável e democrática e os riscos que a mudança climática traz para todos nós.
Veja o Resumo do Discurso do Presidente Lula:
"Mas não tenho a ilusão de que poderemos resolver nossos problemas sozinhos, apenas no espaço nacional. A economia mundial é interdependente. Estamos todos obrigados a atuar além de nossas fronteiras. Por isso, é imprescindível refundar a ordem econômica mundial."
Nas reuniões do G-20 e nos muitos encontros que mantive com líderes mundiais tenho insistido sobre a necessidade de irrigar a economia mundial com importantes créditos. Tenho defendido a regulação financeira, a generalização de política anti-cíclicas, o fim do protecionismo, o combate aos paraísos fiscais. Com a mesma determinação, meu país propõe uma autêntica reforma dos organismos financeiros multilaterais.
Não é possível que as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança sejam regidos pelos mesmos parâmetros que se seguiram à Segunda Guerra Mundial. Vivemos um período de transição no âmbito internacional. Caminhamos em direção ao mundo multilateral. Mas também multipolar, seguindo as experiências de integração regional, como ocorre na América do Sul com a constituição da UNASUL. Esse mundo multipolar não será conflitante com as Nações Unidas. Ao contrário. Poderá ser um fator de revitalização da ONU. De uma ONU com a autoridade política e moral para solucionar os conflitos do Oriente Médio, garantindo a coexistência de um Estado Palestino com o Estado de Israel; de uma ONU que enfrente o terrorismo sem estigmatizar etnias e religiões, mas atacando suas causas profundas e promovendo o diálogo de civilizações; de uma ONU que assuma a ajuda efetiva a países – como o Haiti – que buscam reconstruir sua economia e seu tecido social depois de haver recuperado a estabilidade política; de uma ONU que se comprometa com o Renascimento africano que hoje assistimos; de uma ONU capaz de adotar políticas eficientes de preservação e ampliação dos Direitos Humanos; de uma ONU que possa avançar no caminho do desarmamento estabelecendo um real equilíbrio entre este e a não-proliferação; de uma ONU que lidere cada vez mais as iniciativas para preservar o ambiente; de uma ONU que, por meio do ECOSOC, incida nas definições sobre o enfrentamento da crise econômica; de uma ONU suficientemente representativa para enfrentar as ameaças à paz mundial, por meio de um Conselho de Segurança renovado, aberto a novos membros permanentes.
Sem vontade política, por fim, crescerão as ameaças hoje representadas pela mudança climática no mundo. Todos os países devem empenhar-se em realizar ações para reverter o aquecimento global.
Preocupa-nos a resistência dos países desenvolvidos em assumir sua parte na resolução das questões referentes à mudança do clima. Eles não podem lançar sobre os ombros dos países pobres em desenvolvimento responsabilidades que lhes são exclusivas.
Senhor Presidente,
Os temas que estão no centro de nossas preocupações – a crise financeira, a nova governança mundial e a mudança do clima – têm um forte denominador comum. Ele aponta para a necessidade de construir uma nova ordem internacional, sustentável, multilateral, menos assimétrica, livre de hegemonismos e dotada de instituições democráticas. Esse mundo novo é um imperativo político e moral.
Não basta remover os escombros do modelo que fracassou, é preciso completar o parto do futuro. É a única forma de reparar tantas injustiças e de prevenir novas tragédias coletivas.
Obrigado."
Presidente da Assembleia da ONU defende fortalecer "império da lei"
Nações Unidas, 23 set (EFE).- O novo presidente da Assembleia Geral da ONU, o líbio Ali Treki, pediu hoje na abertura dos debates do 64º período de sessões do organismo para fortalecer o "império da lei" na esfera das relações internacionais.
O ex-ministro de Exteriores da Líbia colocou, em seu discurso, uma ambiciosa agenda de reformas destinadas a dar mais relevância à Assembleia Geral da ONU e apostar em um enfoque multilateral para resolver as graves crises enfrentadas pela comunidade internacional.
"Fortalecer o império da lei na esfera internacional requer uma visão compartilhada e, para mim, essa visão é a de um sistema internacional no qual o exercício do poder, não só por parte dos Estados, mas também por esta organização, está sujeito ao direito", afirmou.
Treki disse que a Assembleia Geral é o "centro universal para estabelecer os padrões nos vários campos do direito internacional", e defendeu colocar "a crença comum na dignidade do ser humano" como pilar do sistema multilateral.
Além disso, advertiu que as normas ficam no papel se não se exige responsabilidades aos que violam o direito internacional.
"Nossa visão deve girar ao redor de um sistema internacional integrado por Estados, esta organização e outros atores que respondem ao império da lei, o que corresponde à aspiração à justiça e aos direitos humanos universais", disse.
O ex-ministro líbio reiterou que a comunidade internacional "aprendeu que a única maneira de abordar as múltiplas crises e as ameaças transnacionais ao mundo é através da cooperação".
"As Nações Unidas são a encarnação do multilateralismo e, portanto, é o fórum mais legítimo para garantir uma ação coordenada global", ressaltou Treki, que substitui no cargo o nicaraguense Miguel D'Escoto.
Afirmou que a Assembleia Geral abordará durante sua nova sessão anual assuntos como o impacto da crise nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, o fortalecimento das operações de paz e a elaboração de um novo tratado global para combater a mudança climática.
Também mencionou o histórico conflito entre israelenses e palestinos, um dos assuntos mais antigos na agenda da Assembleia Geral.
"Todo mundo se deu conta de que a deterioração das condições nos territórios ocupados é insustentável, e que é preciso urgentemente uma resolução duradoura e integral", afirmou.
Treki, que também foi embaixador perante a ONU e encarregado das relações de seu país com a União Africana (UA), foi eleito presidente em 10 de junho pelos 192 países-membros da Assembleia
Fonte:UOL
Obama pede na ONU nova era de comprometimento
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira uma "nova era de comprometimento" dos líderes mundiais e prometeu trabalhar junto com os outros países enquanto defende os interesses dos Estados Unidos.
"Chegou o momento de o mundo seguir uma nova direção. Devemos adotar uma nova era de comprometimento baseada no interesse mútuo e no respeito mútuo", disse Obama em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU.
Obama disse que o descontentamento internacional com o unilateralismo dos EUA alimentou um anti-americanismo que, em algumas ocasiões, serviu como desculpa para a falta de ação coletiva.
Ele acrescentou que vai buscar um novo acordo com a Rússia para a redução de armas nucleares e disse que os países que se recusarem a cumprir as determinações do tratado de não proliferação de armas nucleares devem sofrer consequências.
Obama disse que os próximos 12 meses serão fundamentais nos esforços para fortalecer as medidas contra as armas nucleares e prometeu lutar por um mundo sem elas.
O presidente dos EUA disse ainda que está comprometido com a diplomacia com o Irã e a Coreia do Norte, mas que as duas nações devem ser detidas se decidirem pela opção das armas nucleares.
"Estou comprometido com a diplomacia que abre um caminho para a maior prosperidade e uma paz mais segura para as duas nações se elas cumprirem suas obrigações", disse ele.
"Mas se os governos do Irã e da Coreia do Norte... assumirem os riscos da corrida pelas armas nucleares tanto na Ásia como no Oriente Médio -- então eles devem ser impedidos", acrescentou
Fonte:UOL
Obama pede união dos países contra armas nucleares e mudanças climáticas e pela paz
No seu primeiro discurso em uma Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu que o mundo todo se una para buscar a paz e lutar contra a tirania, para agir contra as mudanças climáticas, e falou da necessidade de promover o desarmamento nuclear.
Obama disse que há quatro pilares fundamentais para o futuro: a não proliferação do armamento nuclear, a paz e a segurança, a preservação do planeta e a economia global.
Sobre a questão nuclear, Obama falou que países como o Irã e a Coreia do Norte vão sofrer as consequências se insistirem com corrida armamentista. Para Obama, os testes nucleares devem ser proibidos em todo o mundo. "Não queremos que nenhuma arma nuclear caía na mão de extremistas. Isso tem que ser um trabalho de todos os países. Os que não concordarem, vão ter consequências", disse Obama.
O presidente americano afirmou ainda que vai lutar para que Israel e a Palestina cheguem a um entendimento pela paz e coexistam, com os mesmos direitos e com respeito. "Fizemos alguns progressos, os palestinos estão melhorando a questão da segurança, e o resultado é que a economia do Oriente Médio começou a crescer. A América também não aceita os assentamentos judaicos", disse.
Ainda falando sobre a paz, Obama disse que quer trabalhar com a ONU para derrotar a Al Qaeda, que matou milhares de pessoas no Afeganistão e disse também que no Iraque, os EUA têm "a responsabilidade de acabar uma guerra".
Obama disse que os Estados Unidos estão engajados na solução dos problemas climáticos mundiais. "Estamos investindo bilhões em energia limpa, defendendo acordos de energia limpa dentro dos Estados Unidos e caminhamos para um acordo internacional contra as mudanças climáticas".
Fonte:UOL
Bispo denuncia massacre anti-cristã no Sudão e pede ajuda internacional
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Em declarações à organização católica Ajuda à Igreja Necessitada (AIN), o Prelado explicou que para deter os ataques do "Lord Resistance Army" (Exército da Resistência do Senhor) necessita-se definitivamente a ajuda internacional, depois da irrupção deste grupo em uma igreja de sua diocese aonde seqüestraram 17 jovens.
Logo do ataque à Igreja Nossa Senhora da Paz na localidade de Ezo, um dos jovens que tinha sido seqüestrado foi encontrado morto amarrado a uma árvore e mutilado. Do grupo cativo, três puderam liberar-se o dia seguinte.
Menos de uma semana depois desse incidente, perto de outro povado, Nzara, seis pessoas foram introduzidas na zona florestal e cravadas sobre o chão. Os corpos foram encontrados vários dias depois em uma "espécie de cena de crucificação", explica a nota da AIN. Em Nzara, outras 12 pessoas foram também seqüestradas.
Como resposta a estes ataques em Ezo e Nzara, Dom Hiiboro animou um especial evento de oração de três dias para cristãos no qual 20 mil pessoas caminharam mais de 5 quilômetros descalços e cobertos de cinzas em protesta contra inação do governo ante a violência.
O Prelado assinalou à AIN que "ninguém vem em nossa ajuda. Pedimos aos responsáveis na comunidade internacional que façam algo sobre este delicado assunto".
Dom Hiiboro descreveu que em Ezo, ao momento do ataque, centenas de pessoas participavam da novena pela Festa da Assunção. "Os criminosos claramente queriam agredir aos que estavam ali porque sabiam que estavam rezando", acrescentou.
Os guerrilheiros perseguiram o pároco, o Pe. Justin, quem teve que fugir e esconder-se na selva até o dia seguinte. "O que aconteceu em agosto foi muito duro para nós. Era muito ter que fazer frente à semelhante risco. Ao final de tudo as pessoas vinham e me rogavam que fizesse algo a respeito: recuperar os seus netos e filhos que tinham desaparecido", assinalou o Bispo.
Ao referir-se aos três dias de oração, o Prelado comentou que pôde reunir a uma surpreendente quantidade de pessoas para "protestar silenciosamente e dizer ao governo que as coisas estão muito mal".
AIN contribui com a Igreja no Sudão de maneira prioritária. Em 2008 outorgou à comunidade local mais de um milhão e meio de euros.
Fonte:ACI
“Papa verde”: análise do porta-voz vaticano
Protesto cristão no Sudão ante selvagens assassinatos e crucifixões
Bispo Hiiboro do Sudão pede ajuda internacional
YAMBIO, segunda-feira, 21 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Cerca de vinte mil cristãos caminharam descalços cerca de três quilômetros no sul do Sudão, em um protesto silencioso pela incapacidade ou falta de vontade do Governo para proteger a região dos conflitos tribais que produziram derramamento de sangue.
A oração-protesto de três dias foi convocada por Dom Edward Hiiboro Kussala, bispo de Tombura-Yambio, que informou de que o evento reuniu mais do dobro do número esperado.
O bispo falou da manifestação à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), uma organização internacional de caridade dedicada aos cristãos perseguidos e oprimidos. Sudão é a prioridade da organização na África.
Os cristãos marcharam em protesto por uma série de atentados mortais e atrozes em agosto.
Um grupo do Exército de Resistência do Senhor irrompeu na igreja de Nossa Senhora da Paz e profanou o edifício antes de sequestrar 17 pessoas, a maioria deles adolescentes e jovens.
Pouco depois, um dos sequestrados foi encontrado morto, atado a uma árvore e mutilado.
Dos 17 desaparecidos, três voltaram ao dia seguinte; não se sabe o paradeiro do resto.
Uma semana depois deste atentado, seis pessoas foram objeto de uma cilada em um bosque e cravadas com pedaços de madeira à terra. Quem descobriu os corpos vários dias mais tarde os comparou a uma grotesca cena de crucifixão.
Enquanto isso, chegaram informações de que outras doze pessoas foram sequestradas em outra aldeia próxima.
O bispo Hiiboro explica por que está pedindo ajuda internacional: “O Governo não se preocupa com o problema. Continuavam prometendo que tinham o assunto sob controle mas agora vemos a realidade”.
“O que aconteceu em agosto constituiu um enorme choque para nós. Foi difícil assumir o fato de que estávamos expostos a semelhante risco”, acrescentou.
“Depois disso, as pessoas continuavam vindo a mim com muito sofrimento nos olhos, rogando-me que fizesse algo sobre sua situação, conseguisse que seus filhos e netos desaparecidos retornassem”, afirmou.
O bispo explicou que os três dias de oração e peregrinação se centraram em “enfrentar a situação do que aconteceu [no estado de] Equatoria ocidental e renovar nossa vida espiritual. Desejamos fazer um protesto silencioso para dizer ao Governo que as coisas não estão indo bem”.
Bispo espanhol denuncia "perseguição religiosa oculta" em campanha anti-crucifixo
República Dominicana blinda a vida contra o aborto e a eutanásia
Mais de 118 mil rupturas familiares na Espanha em 2008.
MADRI, 21 Set. 09 / 07:13 am (ACI).- O presidente do Instituto de Política Familiar (IPF), Eduardo Hertfelder, deu a conhecer que na Espanha, devido à Lei do divórcio Express implantada em 2005, produziu-se 118 mil rupturas matrimoniais em 2008.
"Em efeito –afirma Hertfelder– em 2008, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), produziram-se 118.939 rupturas matrimoniais, das quais 110 mil foram divórcios, 8.761 foram separações e 142 foram anulações".
"Estes dados supõem que em 2008 se romperam 326 matrimônios cada dia, quer dizer 1 matrimônio cada 4,4 minutos", adiciona.
Do mesmo modo, explicou Hertfelder, "enquanto segundo dados do CGPJ (Conselho Geral do Poder Judicial) em 2008 se produziram 131.024 rupturas (início de processo), pelo contrário 118.939 matrimônios o levaram a término. Esta diferencia entre inícios e finalização do processo de ruptura foi, com diferença, o mais alto dos últimos anos".
"A lei do divórcio Express provocou, além disso, o incremento das rupturas matrimoniais, que foram, em sua imensa maioria (92,5% das rupturas) uma ruptura definitiva (divórcio). Isto é especialmente evidente nas Canárias, onde mais de 95% foram divórcios, em relação à Extremadura aonde não chegaram aos 89%", sublinhou.
Por tais razões advertiu que "enquanto não se preserve e garanta o direito dos pais à estabilidade conjugal a ruptura familiar seguirá crescendo na Espanha".
"O direito à estabilidade conjugal, e mais, em situações de conflitividade ou crise, deve ser uma tarefa fundamental das administrações, que não podem seguir ignorando este dramático problema. É necessário, portanto, uma autêntica mudança nas políticas familiares e que se tomem medidas para combater o principal problema que sofrem as famílias: a ruptura matrimonial", ressaltou.
Desafio a Obama
O panorama no Oriente Médio parece desanimador como sempre. Há um enviado americano num vai e vem entre Israel e a Cisjordânia em busca de consenso. Um relatório da ONU acusou o Exército de Israel e forças palestinas do Hamas de crimes de guerra na ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, em janeiro. Como é habitual, Israel rejeitou o documento da ONU.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu insiste em levar à frente a construção de colônias em terras árabes. O líder palestino, Mahmoud Abbas, condiciona o reinício de negociações à suspensão da colonização judaica.
O que poderia mudar este quadro? Talvez apenas o empenho do presidente Barack Obama, que espera ter algum trunfo na mão para se reunir com os dois líderes à margem da Assembleia Geral da ONU, na próxima semana. Seu enviado, George Mitchell, se esforça: teve encontros com Netanyahu e Abbas, avistou-se de novo com o israelense ontem, hoje fala outra vez com o
palestino e torna a se reunir com o premier de Israel amanhã.
Netanyahu tem mantido sua posição de dificultar ao máximo qualquer concessão. Muito a contragosto indicou aceitar a solução "dois povos, dois Estados" e só concorda em suspender temporariamente a construção de novos assentamentos judaicos, pondo em risco a fórmula "terras (ocupadas) por paz".
Diante disso, não resta ao presidente Obama senão aplicar pressão máxima sobre o governo israelense, instando-o a convencer seu povo de que, a longo prazo, é vantajoso suspender a colonização dos territórios e retomar a negociação possível com os palestinos.
Se tudo isso parece redundante, não custa lembrar a alternativa. Nos ataques de janeiro a Gaza, em que Israel retaliou os constantes lançamentos de foguetes por grupos palestinos contra o Estado judeu, morreram 1.387 palestinos, incluindo centenas de civis, e 13 israelenses, indica o citado relatório da ONU. Não é crível que alguém ainda se deixe enganar pela momentânea calma. Logo virá outra tempestade.
Fonte: O Globo







