Israel não ousaria atacar o Irã, afirma presidente Ahmadinejad

sábado, 26 de setembro de 2009


País é grande e pode se defender, disse em entrevista em Nova York.Mundo pressiona Irã, que anunciou 2ª usina de processamento de urânio.


O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta sexta-feira (25) em Nova York que Israel não ousaria atacar as instalações nucleares iranianas, e que os iranianos saberiam se defender.
"Não estamos preocupados (com um ataque israelense). O Irã é um país muito grande. Maior do que algumas pessoas pensam e imaginam", afirmou em entrevista coletiva. "Somos capazes de nos defender."

A declaração foi feita no dia em que veio a público que o Irã tem uma segunda usina de processamento de urânio, o que provocou forte reação da comunidade internacional.

Fonte:G1

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ONU pede desarmamento nuclear em reunião presidida por Obama

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em reunião presidida por Barack Obama, aprovou unanimemente nesta quinta-feira uma resolução que ambiciona um mundo sem armas nucleares.

A resolução também pediu o fim da proliferação de armas atômicas, mas sem nomear o Irã ou a Coreia do Norte, que o Ocidente vê como as maiores ameaças nucleares.

Entretanto, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, clamaram por sanções mais duras contra o Irã por desafiar as exigências da ONU de interrupção de suas atividades nucleares.

Obama presidiu o encontro de duas horas no quartel-general da ONU em Manhattan, a quinta vez em que o conselho reuniu chefes de Estado e a primeira em que foi encabeçado por um presidente norte-americano desde sua criação em 1946.

"Solicitei esta reunião para que possamos discutir no mais alto nível uma ameaça fundamental à segurança de todos os povos e todas as nações -a disseminação e o uso de armas nucleares", disse Obama.

O mandatário disse que o próximo ano será "absolutamente crítico" para determinar se os esforços para interromper a disseminação e o uso de armas nucleares foi bem sucedido.

A resolução esboçada pelos EUA pediu "maiores esforços na esfera do desarmamento nuclear" para alcançar "um mundo sem armas nucleares" e exortou todos os países que não assinaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) de 1970 a fazê-lo.

Críticos da resolução disseram que ela não incluiu termos que exigiriam de Estados detentores de armas nucleares que tomem medidas concretas para o desarmamento.
O presidente chinês, Hu Jintao, deixou claro que Pequim não planeja se desfazer de seu arsenal nuclear.

"Vamos manter nossa capacidade nuclear no nível mínimo exigido para a segurança nacional, e nos esforçar para levar adiante o processo de desarmamento global", disse Hu.
Alguns diplomatas norte-americanos disseram que as potências nucleares estão mais interessadas na não-proliferação do que no desarmamento.

Já Mohamed ElBaradei, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU e prêmio Nobel da Paz, disse que a não-proliferação e o desarmamento estão intimamente ligados.

"Ao demonstrar seu compromisso irreversível com um mundo livre de armas nucleares, os Estados que as possuem ganham autoridade moral para solicitar ao resto do mundo que contenha a proliferação dessas armas desumanas", disse ele.
Fonte:OGlobo

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G20 surge como promotor de nova ordem mundial


O G20 (grupo que reúne representantes de países desenvolvidos e dos principais emergentes) há um ano lidera a resposta internacional à crise econômica e financeira, mas ainda precisa consolidar sua autoridade como agente promotor de uma nova ordem mundial.

O grupo começou a ganhar destaque e relevância no fim do ano passado, quando o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, elegeu-o como o fórum mais apropriado para a elaboração de uma estratégia contra a crise financeira.

Integrado por Brasil, Alemanha, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia (UE), o G20 realizou duas cúpulas em um ano, uma em Washington e outra em Londres. Amanhã, em Pittsburg (EUA), começa a terceira.

Definitivamente, o grupo, que nasceu no fim dos anos 1990 como um fórum de discussão econômica entre países industrializados e em desenvolvimento, virou o principal ator da crise atual. Desbancou até o G8 (as sete nações mais desenvolvidas e a Rússia), acusado de ser pouco eficiente e defender os interesses dos mais ricos.

O G20, por outro lado, surpreendeu pela rapidez com que tomou medidas para tirar a economia mundial da recessão.

Além de ter orientado o resgate ao sistema financeiro e promovido tanto a restauração do crédito como a maior regulação dos mercados, o grupo fez as grandes instituições financeiras reforçarem os cofres, condenou a adoção de medidas protecionistas e defendeu um modelo econômico ecologicamente sustentável.

Nesta nova ordem mundial que tenta promover, também quer aumentar a vigilância sobre os bancos, reduzir o valor dos bônus pagos aos executivos do setor financeiro, instituir medidas de boa governança para países e instituições e instaurar um multilateralismo baseado no respeito aos diferentes sistemas políticos e modelos de mercado.

Tudo parece pronto, portanto, para que o G20 conquiste outra grande vitória em Pittsburg e, de novo, una em torno de um novo compromisso comum os países que somam 90% da riqueza do planeta.

Mas este heterodoxo grupo de países estaria mesmo preparado para liderar o mundo na transição para uma nova ordem mundial? Ou o sucesso dele foi resultante do medo de um colapso no sistema financeiro internacional? Especialistas não conseguem chegar a um consenso.

Para Colin Bradfrd e Johannes Linn, analistas do Instituto Brookings de Washington, o G20 tornou-se a "principal manifestação" da nova ordem que a comunidade internacional quer instalar no planeta, já que tem "potencial" para estabelecer novos valores e novas formas de cooperação.

No entanto, acham que o formato dele, dentro do qual dez países industrializados e dez em desenvolvimento decidem, por consenso, questões sobre a economia mundial, é "ingovernável demais" para fazê-lo capaz de impor mudanças efetivas no planeta.

Para que o G20 continue sendo referência, escreveram Bradfrd e Linn num relatório, é importante que não incorpore outros países, se concentre em determinados aspectos de sua agenda e crie uma secretaria, 'pequena mas eficiente', para dar apoio logístico às cúpulas e ao acompanhamento das decisões.

Apesar de os analistas do Brookings acharem que seria bom para o grupo ter apenas 14 membros (G14), há pressão para que ele se abra a mais países, especialmente da Europa.

Paralelamente, a agenda do fórum fica cada vez maior. Além de reuniões para o debate de questões econômicas, o G20 já se encontrou para discutir a mudança climática e prepara uma cúpula sobre a não proliferação de armas nucleares para o primeiro semestre de 2010.

Outros especialistas veem outro problema: a capacidade dos 20 países de impor ao resto do planeta as decisões tomadas em relação à abertura do comércio, aos investimentos, à boa governança ou à regulação dos mercados.

"Deveríamos nos perguntar se este consenso existe além da retórica destas reuniões. Estes princípios são encontrados na China? Na Arábia Saudita?", questionam em artigo Richard Young e Laura Tedesco, da Fundação para as Relações Internacionais e o Diálogo Exterior.

"Por enquanto, o G20 parece estar muito longe de oferecer um sistema multilateral baseado em regras e valores", acredita a dupla de especialistas, que acha que ninguém deve se cegar com o resplendor do que for decidido em Pittsburg.

"Quando a imprensa nos afogar com notícias sobre os debates da cúpula de Pittsburg, devemos lembrar destas fragilidades do G20", destacaram Young e Tedesco no artigo.

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Ladrão invade igreja, furta hóstias e escreve ‘Salve Lúcifer’ na parede

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Um roubo misterioso indignou os fiéis de uma Igreja Católica de Orlândia, a 365 km de São Paulo. O ladrão invadiu a igreja durante a madrugada, e além de levar aparelhos de som, furtou vinhos e hóstias consagradas. Além disso, antes de sair, o invasor escreveu a frase “Salve Lúcifer” na parede de uma sala anexa ao altar.

O furto foi registrado na noite do dia 16 de setembro, mas foi divulgado apenas na quarta-feira (23). O ladrão foi até a sacristia e furtou os vinhos do padre e as hóstias que estavam guardadas no armário. Em seguida, abriu a gaveta, e de dentro de uma bolsa, pegou a chave que guarda o compartimento onde ficam as hóstias consagradas. Para os católicos, elas são o corpo de Cristo.

O administrador diocesano de Franca, a 400 km de São Paulo, não vê na invasão da igreja apenas um caso de roubo. “Para nós é o próprio corpo de Jesus, adquiriu um valor para nós incomensurável”, disse o padre Jamil Alves de Souza. A polícia já identificou o suspeito de roubar as hóstias, que deverá ser ouvido ainda esta semana.

Fonte:G1

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Retiram livro escolar que promove abstinência entre adolescentes mexicanos

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


GUANAJUATO, 23 Set. 09 / 03:31 am - A Secretaria de Educação de Guanajuato (SEG) anunciou que retirará das salas de aula um livro de Biologia que promove a abstinência sexual entre os adolescentes, adverte os riscos da pilula do dia seguinte e promove o matrimônio como o espaço idôneo para ter filhos.


Conforme informa a imprensa local, a pressão de alguns grupos feministas e anti-vida como o Centro de Direitos humanos Victoria Diez, faria retroceder às autoridades educativas locais em sua tentativa por fomentar uma reta educação sexual.


A SEG distribuiu ontem um comunicado no qual argumenta que o livro se repartiu por engano e ainda não conta com a autorização da Secretaria de Educação Pública (SEP).


"A Secretaria de Educação de Guanajuato informa que devido a uma falha administrativa se levou adiante a distribuição do Livro de Texto de Ciências Biologia I, proposto para o ciclo escolar 2010-2011", sustenta o comunicado.


Há alguns dias, Angeles López García, diretora do Centro de Direitos humanos Victoria Diez, atacou as autoridades educativas pela difusão do texto e as acusou de introduzir "uma visão familiarista, moralista e religiosa" do matrimônio e da educação sexual.


Entre outros ensinos, o livro destaca o valor de a virgindade como "um tesouro que desejam entregar à pessoa mais importante de sua vida"; recorda que "o único meio 100% garantido para evitar a AIDS e outras enfermidades de transmissão sexual é esperar até o matrimônio"; apresenta a masturbação como "um gozo egoísta que prescinde da outra pessoa".


O texto também admite que "a abstinência e a fidelidade são ações com efeitos colaterais enormemente positivos na redução de gravidezes não desejadas e o aborto".

Fonte:ACI

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Bispos húngaros de guarda contra o “neopaganismo”

Carta pública da Conferência Episcopal da Hungria

BUDAPESTE, terça-feira, 22 de setembro de 2009 - Os bispos da Hungria publicaram uma “Carta circular da Conferência Episcopal Húngara sobre a salvaguarda da fé católica”, sublinhando como esta última está ameaçada por algumas correntes que estão inundando a sociedade.

No texto, que foi lido em todas as igrejas católicas do país no domingo passado, os prelados explicam que atualmente “retorna com vigor uma espécie de paganismo” que “ataca o cristianismo”.

“Há alguns anos, acreditávamos que a secularização constituísse quase o único perigo – admitem os bispos –. Ainda que a mentalidade consumista, o ídolo do hedonismo continua estando presente em nosso povo, agora está se reforçando também o espírito do neopaganismo”.

Durante décadas de comunismo, recordam os prelados, as autoridades “tentaram fazer-nos esquecer tudo aquilo que pudesse confirmar nossa identidade húngara e cristã. Tentaram incutir em nós um complexo de inferioridade, repetindo que a Hungria havia sido o último aliado da
Alemanha na Segunda Guerra Mundial, e de que éramos nacionalistas e chovinistas”.

Neste contexto, para os bispos “é necessário e legítimo despertar uma identidade justa, buscar e tomar consciência de nossos verdadeiros valores, nossa herança húngara no campo cultural, histórico e científico”.

Deste processo faz parte também “confirmar-nos em nossa identidade cristã, já que a revelação de Cristo se encarnou também em nossa cultura húngara, enobrecendo-a e consagrando-a.

Nossa cultura milenar húngara não é compreensível sem a fé cristã”.

Esta tomada de consciência, “importantíssimo dever cristão e húngaro”, “produz também brotos equivocados”, advertem os bispos.

Um destes é o chamado “sincretismo antigo húngaro”, que mescla elementos de distintas religiões.

“Este fenômeno é muito perigoso porque utiliza uma linguagem religiosa aparentemente cristã e induz ao erro inclusive os fiéis que praticam sua própria religião”, explica a Conferência

Episcopal.

Outros perigos, prossegue o texto, são “o ocultismo, o espiritismo, e as diversas formas de idolatria”, assim como “o ataque a nossa fé católica também por parte das ideias liberais extremas que tentam forçar em nós a ditadura do relativismo, uma visão do mundo que põe em dúvida a existência da própria verdade”.

Esta corrente, observa a carta, “difunde a cultura da morte em lugar do respeito à vida. Nega ou relativiza a diferença entre homem e mulher, assim como do matrimônio e da família”.

“Frente a isto, aceitamos o projeto de Deus Criador sobre o homem, sobre a família, sobre a cultura e sobre a Nação – declaram os bispos húngaros –. Frente à globalização, professamos a catolicidade. A verdade católica não é internacional, mas supranacional, mas para poder existir concretamente, deve encarnar-se nas culturas nacionais”.

Da mesma forma, constatam, pode atacar a fé católica também “a concepção do mundo que se formula normalmente assim: ‘sou religioso a minha maneira’”. “Nós somos e permanecemos católicos só se nossa fé está em harmonia com a fé da Igreja”, assinalam.

“Pedimos a nossos irmãos católicos que se guardem de todas estas iniciativas que conduzem ao erro”, concluem os bispos húngaros.

Fonte:Zenit

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Laos: a nova perseguição do governo aos cristãos

Para alguns é negado o acesso à água, à educação e à atenção médica

VIENTIAN, terça-feira, 22 de setembro de 2009 - As autoridades de Laos negam aos cristãos de alguns lugares direitos como a atenção médica, o acesso à água, levar seus filhos à escola e a proteção da lei.

O observatório Human Rights Watch for Laos Religion Freedom (HRWLRF) denunciou uma nova perseguição anti-cristã no país asiático que viola sua Constituição.

As autoridades comunistas acusam aos cristãos de aderir a crenças importadas que representam uma ameaça para o sistema político.

Nas últimas semanas, a polícia deteve dezenas de cristãos, entre eles o pastor Thao Oun, acusado de tentar destruir a nação e o governo com sua fé.

As autoridades também ameaçaram centenas de cristãos e expulsaram muitos de suas aldeias, e impediram aos fiéis o acesso para algumas igrejas.

Em alguns casos, tentaram forçar renuncias à fé, inclusive com o uso da violência.

Também, muitos cristãos estão em perigo em várias cidades onde qualquer cidadão pode atacá-los sem receber consequências penais.

Trata-se de um regresso ao passado, à perseguição anti-cristã dos anos 90 que retrocedeu devido à pressão internacional e ao risco de perder a ajuda financeira.

Agora, o governo estabeleceu relações estreitas com estados totalitários vizinhos como a China e as autoridades voltam a perseguir os cristãos.

Precisamente Laos se encontra entre os três países por cujos cristãos estão rezando este mês de setembro as milhões de pessoas de todo o mundo que participam do Apostolado da Oração.

A intenção missionária do Apostolado da Oração do Papa para este mês reconhece que os cristãos em Laos, Camboja e Mianmar, “com frequência, encontram grandes dificuldades” e pede que “não desanimem de anunciar o Evangelho a seus irmãos, confiando na força do Espírito Santo”.

Fonte:Zenit

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Obama pede rapidez na retomada de conversas sobre paz entre israelenses e palestinos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que é preciso "retomar as conversas de paz o mais rápido possível" entre Israel e Palestina. Obama se reuniu nesta terça-feira (22) com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, depois de ter um encontro separado com cada um deles. O evento acontece poucos meses depois de Netanyahu assumir o poder e menos de um ano após os confrontos em Gaza entre israelenses e palestinos.

Durante o encontro, no qual nenhum avanço era esperado, Obama convenceu os dois líderes do Oriente Médio a trocar um aperto de mãos e se afastou enquanto eles se cumprimentavam, sorrindo ligeiramente.

Obama afirmou que tanto Netanyahu quanto Abbas devem "mostrar sua disposição em conseguir resultados" e não se limitar a meras palavras. Na opinião do presidente americano, embora desde janeiro tenham sido alcançados progressos, é preciso que os palestinos façam mais em matéria de segurança e que os israelenses continuem com os esforços para frear a atividade dos assentamentos.

"O sucesso depende de todas as partes atuarem com o sentido da urgência", disse Obama, no início da reunião.

O presidente dos EUA expressou ainda o "compromisso dos EUA com uma paz duradoura e completa no Oriente Médio". Segundo Obama, um enviado seu para a região, George Mitchell, voltará a se reunir com Abbas e Netanyahu na próxima semana.

A Palestina acusa Israel de rejeitar a interrupção dos assentamentos nos territórios ocupados e de não estar disposto a abordar assuntos como os refugiados palestinos ou status definitivo da cidade de Jerusalém nas conversas de paz. Já o primeiro-ministro israelense afirma palestinos assumiram uma posição de intransigência.

Fonte:UOL

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Em seu discurso na ONU, Lula volta a pedir Nova Liderança Mundial

Em seu discurso de abertura da 64ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é preciso construir “um novo mundo” após a crise financeira mundial. Lula destacou que “a crise financeira, a nova governança mundial e a mudança de clima” são os temas preponderantes do futuro.
“Os temas que estão no centro das nossas preocupações, a crise financeira, a nova governança mundial, e a mudança de clima têm um forte denominador comum. Ele aponta para a necessidade de construir uma nova ordem internacional sustentável, multilateral, menos assimétrica, livre de hegemonismos e dotada de instituições democráticas. Esse mundo novo é o imperativo político e moral”, disse.

"Meus cumprimentos ao presidente da Assembléia Geral, Ali Treki, ao secretário-geral, Ban Ki-moon, e a todos chefes de Estado e delegados presentes.

Senhoras e senhores, A Assembléia Geral das Nações Unidas tem sido e deve ser cada vez mais o grande foro de debate sobre os principais problemas que afligem a humanidade. Quero abordar aqui três questões cruciais, que me parecem interligadas, três ameaças que pairam sobre nosso planeta: a persistência da crise econômica, a ausência de uma governança mundial estável e democrática e os riscos que a mudança climática traz para todos nós.

Veja o Resumo do Discurso do Presidente Lula:

"Mas não tenho a ilusão de que poderemos resolver nossos problemas sozinhos, apenas no espaço nacional. A economia mundial é interdependente. Estamos todos obrigados a atuar além de nossas fronteiras. Por isso, é imprescindível refundar a ordem econômica mundial."

Nas reuniões do G-20 e nos muitos encontros que mantive com líderes mundiais tenho insistido sobre a necessidade de irrigar a economia mundial com importantes créditos. Tenho defendido a regulação financeira, a generalização de política anti-cíclicas, o fim do protecionismo, o combate aos paraísos fiscais. Com a mesma determinação, meu país propõe uma autêntica reforma dos organismos financeiros multilaterais.

Não é possível que as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança sejam regidos pelos mesmos parâmetros que se seguiram à Segunda Guerra Mundial. Vivemos um período de transição no âmbito internacional. Caminhamos em direção ao mundo multilateral. Mas também multipolar, seguindo as experiências de integração regional, como ocorre na América do Sul com a constituição da UNASUL. Esse mundo multipolar não será conflitante com as Nações Unidas. Ao contrário. Poderá ser um fator de revitalização da ONU. De uma ONU com a autoridade política e moral para solucionar os conflitos do Oriente Médio, garantindo a coexistência de um Estado Palestino com o Estado de Israel; de uma ONU que enfrente o terrorismo sem estigmatizar etnias e religiões, mas atacando suas causas profundas e promovendo o diálogo de civilizações; de uma ONU que assuma a ajuda efetiva a países – como o Haiti – que buscam reconstruir sua economia e seu tecido social depois de haver recuperado a estabilidade política; de uma ONU que se comprometa com o Renascimento africano que hoje assistimos; de uma ONU capaz de adotar políticas eficientes de preservação e ampliação dos Direitos Humanos; de uma ONU que possa avançar no caminho do desarmamento estabelecendo um real equilíbrio entre este e a não-proliferação; de uma ONU que lidere cada vez mais as iniciativas para preservar o ambiente; de uma ONU que, por meio do ECOSOC, incida nas definições sobre o enfrentamento da crise econômica; de uma ONU suficientemente representativa para enfrentar as ameaças à paz mundial, por meio de um Conselho de Segurança renovado, aberto a novos membros permanentes.

Sem vontade política, por fim, crescerão as ameaças hoje representadas pela mudança climática no mundo. Todos os países devem empenhar-se em realizar ações para reverter o aquecimento global.
Preocupa-nos a resistência dos países desenvolvidos em assumir sua parte na resolução das questões referentes à mudança do clima. Eles não podem lançar sobre os ombros dos países pobres em desenvolvimento responsabilidades que lhes são exclusivas.

Senhor Presidente,

Os temas que estão no centro de nossas preocupações – a crise financeira, a nova governança mundial e a mudança do clima – têm um forte denominador comum. Ele aponta para a necessidade de construir uma nova ordem internacional, sustentável, multilateral, menos assimétrica, livre de hegemonismos e dotada de instituições democráticas. Esse mundo novo é um imperativo político e moral.
Não basta remover os escombros do modelo que fracassou, é preciso completar o parto do futuro. É a única forma de reparar tantas injustiças e de prevenir novas tragédias coletivas.
Obrigado."

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Presidente da Assembleia da ONU defende fortalecer "império da lei"

Nações Unidas, 23 set (EFE).- O novo presidente da Assembleia Geral da ONU, o líbio Ali Treki, pediu hoje na abertura dos debates do 64º período de sessões do organismo para fortalecer o "império da lei" na esfera das relações internacionais.

O ex-ministro de Exteriores da Líbia colocou, em seu discurso, uma ambiciosa agenda de reformas destinadas a dar mais relevância à Assembleia Geral da ONU e apostar em um enfoque multilateral para resolver as graves crises enfrentadas pela comunidade internacional.

"Fortalecer o império da lei na esfera internacional requer uma visão compartilhada e, para mim, essa visão é a de um sistema internacional no qual o exercício do poder, não só por parte dos Estados, mas também por esta organização, está sujeito ao direito", afirmou.

Treki disse que a Assembleia Geral é o "centro universal para estabelecer os padrões nos vários campos do direito internacional", e defendeu colocar "a crença comum na dignidade do ser humano" como pilar do sistema multilateral.

Além disso, advertiu que as normas ficam no papel se não se exige responsabilidades aos que violam o direito internacional.

"Nossa visão deve girar ao redor de um sistema internacional integrado por Estados, esta organização e outros atores que respondem ao império da lei, o que corresponde à aspiração à justiça e aos direitos humanos universais", disse.

O ex-ministro líbio reiterou que a comunidade internacional "aprendeu que a única maneira de abordar as múltiplas crises e as ameaças transnacionais ao mundo é através da cooperação".

"As Nações Unidas são a encarnação do multilateralismo e, portanto, é o fórum mais legítimo para garantir uma ação coordenada global", ressaltou Treki, que substitui no cargo o nicaraguense Miguel D'Escoto.

Afirmou que a Assembleia Geral abordará durante sua nova sessão anual assuntos como o impacto da crise nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, o fortalecimento das operações de paz e a elaboração de um novo tratado global para combater a mudança climática.

Também mencionou o histórico conflito entre israelenses e palestinos, um dos assuntos mais antigos na agenda da Assembleia Geral.

"Todo mundo se deu conta de que a deterioração das condições nos territórios ocupados é insustentável, e que é preciso urgentemente uma resolução duradoura e integral", afirmou.

Treki, que também foi embaixador perante a ONU e encarregado das relações de seu país com a União Africana (UA), foi eleito presidente em 10 de junho pelos 192 países-membros da Assembleia

Fonte:UOL

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Obama pede na ONU nova era de comprometimento

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira uma "nova era de comprometimento" dos líderes mundiais e prometeu trabalhar junto com os outros países enquanto defende os interesses dos Estados Unidos.

"Chegou o momento de o mundo seguir uma nova direção. Devemos adotar uma nova era de comprometimento baseada no interesse mútuo e no respeito mútuo", disse Obama em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU.

Obama disse que o descontentamento internacional com o unilateralismo dos EUA alimentou um anti-americanismo que, em algumas ocasiões, serviu como desculpa para a falta de ação coletiva.

Ele acrescentou que vai buscar um novo acordo com a Rússia para a redução de armas nucleares e disse que os países que se recusarem a cumprir as determinações do tratado de não proliferação de armas nucleares devem sofrer consequências.

Obama disse que os próximos 12 meses serão fundamentais nos esforços para fortalecer as medidas contra as armas nucleares e prometeu lutar por um mundo sem elas.

O presidente dos EUA disse ainda que está comprometido com a diplomacia com o Irã e a Coreia do Norte, mas que as duas nações devem ser detidas se decidirem pela opção das armas nucleares.

"Estou comprometido com a diplomacia que abre um caminho para a maior prosperidade e uma paz mais segura para as duas nações se elas cumprirem suas obrigações", disse ele.

"Mas se os governos do Irã e da Coreia do Norte... assumirem os riscos da corrida pelas armas nucleares tanto na Ásia como no Oriente Médio -- então eles devem ser impedidos", acrescentou

Fonte:UOL

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Obama pede união dos países contra armas nucleares e mudanças climáticas e pela paz

No seu primeiro discurso em uma Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu que o mundo todo se una para buscar a paz e lutar contra a tirania, para agir contra as mudanças climáticas, e falou da necessidade de promover o desarmamento nuclear.

Obama disse que há quatro pilares fundamentais para o futuro: a não proliferação do armamento nuclear, a paz e a segurança, a preservação do planeta e a economia global.

Sobre a questão nuclear, Obama falou que países como o Irã e a Coreia do Norte vão sofrer as consequências se insistirem com corrida armamentista. Para Obama, os testes nucleares devem ser proibidos em todo o mundo. "Não queremos que nenhuma arma nuclear caía na mão de extremistas. Isso tem que ser um trabalho de todos os países. Os que não concordarem, vão ter consequências", disse Obama.

O presidente americano afirmou ainda que vai lutar para que Israel e a Palestina cheguem a um entendimento pela paz e coexistam, com os mesmos direitos e com respeito. "Fizemos alguns progressos, os palestinos estão melhorando a questão da segurança, e o resultado é que a economia do Oriente Médio começou a crescer. A América também não aceita os assentamentos judaicos", disse.

Ainda falando sobre a paz, Obama disse que quer trabalhar com a ONU para derrotar a Al Qaeda, que matou milhares de pessoas no Afeganistão e disse também que no Iraque, os EUA têm "a responsabilidade de acabar uma guerra".

Obama disse que os Estados Unidos estão engajados na solução dos problemas climáticos mundiais. "Estamos investindo bilhões em energia limpa, defendendo acordos de energia limpa dentro dos Estados Unidos e caminhamos para um acordo internacional contra as mudanças climáticas".

Fonte:UOL

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Bispo denuncia massacre anti-cristã no Sudão e pede ajuda internacional

terça-feira, 22 de setembro de 2009


KONIGSTEIN, 21 Set. 09 / 04:55 am (ACI).- O Bispo de Tombura-Yambio (sul do Sudão), Dom Eduardo Hiiboro Kussala, denunciou um massacre anti-cristão neste país aonde nos últimos dias a guerrilha seqüestrou a 20 pessoas assassinando 7.

Em declarações à organização católica Ajuda à Igreja Necessitada (AIN), o Prelado explicou que para deter os ataques do "Lord Resistance Army" (Exército da Resistência do Senhor) necessita-se definitivamente a ajuda internacional, depois da irrupção deste grupo em uma igreja de sua diocese aonde seqüestraram 17 jovens.

Logo do ataque à Igreja Nossa Senhora da Paz na localidade de Ezo, um dos jovens que tinha sido seqüestrado foi encontrado morto amarrado a uma árvore e mutilado. Do grupo cativo, três puderam liberar-se o dia seguinte.

Menos de uma semana depois desse incidente, perto de outro povado, Nzara, seis pessoas foram introduzidas na zona florestal e cravadas sobre o chão. Os corpos foram encontrados vários dias depois em uma "espécie de cena de crucificação", explica a nota da AIN. Em Nzara, outras 12 pessoas foram também seqüestradas.

Como resposta a estes ataques em Ezo e Nzara, Dom Hiiboro animou um especial evento de oração de três dias para cristãos no qual 20 mil pessoas caminharam mais de 5 quilômetros descalços e cobertos de cinzas em protesta contra inação do governo ante a violência.

O Prelado assinalou à AIN que "ninguém vem em nossa ajuda. Pedimos aos responsáveis na comunidade internacional que façam algo sobre este delicado assunto".

Dom Hiiboro descreveu que em Ezo, ao momento do ataque, centenas de pessoas participavam da novena pela Festa da Assunção. "Os criminosos claramente queriam agredir aos que estavam ali porque sabiam que estavam rezando", acrescentou.

Os guerrilheiros perseguiram o pároco, o Pe. Justin, quem teve que fugir e esconder-se na selva até o dia seguinte. "O que aconteceu em agosto foi muito duro para nós. Era muito ter que fazer frente à semelhante risco. Ao final de tudo as pessoas vinham e me rogavam que fizesse algo a respeito: recuperar os seus netos e filhos que tinham desaparecido", assinalou o Bispo.

Ao referir-se aos três dias de oração, o Prelado comentou que pôde reunir a uma surpreendente quantidade de pessoas para "protestar silenciosamente e dizer ao governo que as coisas estão muito mal".

AIN contribui com a Igreja no Sudão de maneira prioritária. Em 2008 outorgou à comunidade local mais de um milhão e meio de euros.

Fonte:ACI

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“Papa verde”: análise do porta-voz vaticano


O Pe. Lombardi mostra como Bento XVI apresenta a ecologia
CIDADE DO VATICANO, domingo, 20 de setembro de 2009 (RESUMO PROFÉTICO).- Diante do apelativo atribuído pela mídia para qualificar Bento XVI como o “Papa verde”, o porta-voz vaticano ilustrou sua abertura ecológica profundamente arraigada em sua visão religiosa e ética.
“Efetivamente, no magistério de Bento XVI, os pronunciamentos sobre a proteção do ambiente e a salvaguarda da criação são frequentes; poderíamos dizer que são quase contínuos”, reconhece o Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.
Em sua análise, transmitida pela última edição de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, do qual também é diretor, o sacerdote reconhece que “a humanidade é cada vez mais consciente e está preocupada pelas consequências da atividade do homem sobre os frágeis equilíbrios do planeta”.
A intervenção do porta-voz acontece às vésperas da cúpula que as Nações Unidas convocaram para o dia 22 de setembro em Nova York sobre as mudanças climáticas, com o objetivo de preparar o encontro crucial da conferência mundial em Copenhague, no final de novembro.
Neste contexto, sublinha Lombardi, “o Papa oferece um marco de sólidas referências religiosas, racionais e morais para estabelecer programas de ação eficazes e para novos comportamentos e estilos de vida adequados a um desenvolvimento responsável”.
O porta-voz destaca a importância que a última encíclica, Caritas in veritate, dá a temas como “a exploração dos recursos não-renováveis e a justiça com os povos mais pobres, a questão dos consumos energéticos, a responsabilidade diante das gerações futuras, a relação entre ecologia e respeito da vida”.
Mas, como explica o Pe. Lombardi, sintetizando a proposta de Bento XVI, “é necessário sobretudo aprender a ver na criação algo mais que uma simples fonte de riqueza e de exploração nas mãos do homem”.
“É preciso ver a criação como o que é realmente: uma expressão de um projeto de amor e de verdade que nos fala do Criador e do seu amor pela humanidade”, sublinha.
“Os acordos e compromissos dos políticos poderão alcançar o objetivo somente sobre a base de motivações e atos compartilhados e compreendidos pelos seus povos”, assegura.
“Temos necessidade de dar sentido ao caminho e ao desenvolvimento da humanidade. O ‘Papa verde’ e a Igreja sabem bem disso e por isso oferecem este serviço”, conclui o Pe. Lombardi.
Leia mais sobre o Papa Verde:

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Protesto cristão no Sudão ante selvagens assassinatos e crucifixões

Bispo Hiiboro do Sudão pede ajuda internacional
YAMBIO, segunda-feira, 21 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Cerca de vinte mil cristãos caminharam descalços cerca de três quilômetros no sul do Sudão, em um protesto silencioso pela incapacidade ou falta de vontade do Governo para proteger a região dos conflitos tribais que produziram derramamento de sangue.

A oração-protesto de três dias foi convocada por Dom Edward Hiiboro Kussala, bispo de Tombura-Yambio, que informou de que o evento reuniu mais do dobro do número esperado.
O bispo falou da manifestação à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), uma organização internacional de caridade dedicada aos cristãos perseguidos e oprimidos. Sudão é a prioridade da organização na África.

Os cristãos marcharam em protesto por uma série de atentados mortais e atrozes em agosto.
Um grupo do Exército de Resistência do Senhor irrompeu na igreja de Nossa Senhora da Paz e profanou o edifício antes de sequestrar 17 pessoas, a maioria deles adolescentes e jovens.
Pouco depois, um dos sequestrados foi encontrado morto, atado a uma árvore e mutilado.

Dos 17 desaparecidos, três voltaram ao dia seguinte; não se sabe o paradeiro do resto.

Uma semana depois deste atentado, seis pessoas foram objeto de uma cilada em um bosque e cravadas com pedaços de madeira à terra. Quem descobriu os corpos vários dias mais tarde os comparou a uma grotesca cena de crucifixão.

Enquanto isso, chegaram informações de que outras doze pessoas foram sequestradas em outra aldeia próxima.

O bispo Hiiboro explica por que está pedindo ajuda internacional: “O Governo não se preocupa com o problema. Continuavam prometendo que tinham o assunto sob controle mas agora vemos a realidade”.

“O que aconteceu em agosto constituiu um enorme choque para nós. Foi difícil assumir o fato de que estávamos expostos a semelhante risco”, acrescentou.

“Depois disso, as pessoas continuavam vindo a mim com muito sofrimento nos olhos, rogando-me que fizesse algo sobre sua situação, conseguisse que seus filhos e netos desaparecidos retornassem”, afirmou.

O bispo explicou que os três dias de oração e peregrinação se centraram em “enfrentar a situação do que aconteceu [no estado de] Equatoria ocidental e renovar nossa vida espiritual. Desejamos fazer um protesto silencioso para dizer ao Governo que as coisas não estão indo bem”.

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Bispo espanhol denuncia "perseguição religiosa oculta" em campanha anti-crucifixo


TARAZONA, 15 Set. 09 / 10:34 pm - O Bispo de Tarazona, Dom Demetrio Fernández, saiu ao encontro dos grupos que promovem o retiro dos crucifixos dos espaços públicos e advertiu que estas campanhas vêem a Deus como um estorvo, formam parte da "perseguição religiosa oculta" que afeta a Espanha e confundem o conceito de estado laico, porque pretendem fazer deste um país ateu.


Com ocasião da festa da Santa Cruz que a Igreja celebra esta semana, o Bispo difundiu uma carta pastoral em que adverte que "quando querem tirar Deus da praça pública, quando querem prescindir de Deus, como se Deus fora um estorvo, quando querem arrancar do coração de nossas crianças e jovens a Jesus Cristo, tira-se o crucifixo da escola, dos hospitais, de todo âmbito da vida pública".


Do mesmo modo, respondeu a "aqueles que pretendem tirar o crucifixo argumentam com razões de laicidade" e explicou que "essa laicidade, que tem que suprimir a Deus para afirmar-se a si mesmo, é uma laicidade sem futuro, é uma laicidade que não faz bem ao homem. É uma laicidade que tem que arrasar toda uma história, uns costumes, uma cultura cristã em suas raízes e em suas expressões".


"Que o Estado é laico quer dizer que oficialmente não confessa nenhuma religião, mas ao mesmo tempo favorece a religião de seus cidadãos, porque considera a religião como um bem para o homem, para os cidadãos aos que serve. Mas quando suprime todo símbolo religioso, se adota uma postura direta de ataque ao religioso, que contradiz a sã laicidade", esclareceu.


Neste sentido, assinalou que "uma Estado verdadeiramente laico respeita as crenças e convicções de seus cidadãos, as favorece e as apóia sempre, porque a religião é uma dimensão fundamental da pessoa. Quando, pelo contrário, ataca as convicções religiosas de seus cidadãos (sejam os que sejam), deixa de ser um Estado laico para converter-se em um Estado confessionalmente ateu. Porque só aos ateus incomodam Deus e os símbolos religiosos".


Dom Fernández considerou que "na Espanha, encontramo-nos com uma situação de verdadeira perseguição religiosa oculta, com este e com outros muitos atos concretos. É uma perseguição que recorta a liberdade religiosa, particularmente a liberdade dos católicos, porque a outras religiões possivelmente não se atrevam a perseguir pelo que pode passar. Está gerando-se a nova lei de liberdade religiosa. Veremos por onde sai, mas, com estes preâmbulos, tememos o pior, sobre tudo no âmbito da objeção de consciência".


Depois de destacar os eloqüentes testemunhos "de católicos coerentes, que respeitando todas as leis, oferecem o rosto a esta perseguição oculta, e têm uma eficácia insuspeitada", pediu aos crentes seguir estes exemplos.


"Possivelmente necessitamos que nos belisquem para reagir positivamente. Tome um crucifixo em suas mãos, pendure-o em seu peito, leve-o sempre consigo. O sinal do cristão é a Santa Cruz. Tendo a Jesus Cristo, temos tudo. Não se envergonhe nunca de ser discípulo dele. Com sua ajuda e seu evangelho, e só assim, poderá melhorar você mesmo e poderá construir um mundo melhor", concluiu.

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República Dominicana blinda a vida contra o aborto e a eutanásia


SANTO DOMINGO, 18 Set. 09 / 01:19 pm (ACI).- Com uma votação de 128 votos a favor e 32 em contra, a Assembléia Nacional Revisora da República Dominicana ratificou ontem de noite o artigo 30 da Constituição nacional, aprovado em primeira leitura, no qual se estabelece o direito à vida e sua inviolabilidade desde a concepção até a morte.
Segundo , o jornal “Listín Diario”o novo texto assinala que "o direito à vida é inviolável desde a concepção até a morte. Não poderá estabelecer-se, pronunciar-se, em nenhum caso a pena de morte".
Este triunfo pró-vida, assinala a nota editorial de hoje do mencionado jornal, arrebatou-lhe "uma ressonante vitória às forças que incansavelmente queriam desnaturalizá-lo ou desconhecê-lo", entre as que se encontra a organização Anistia Internacional que junto com grupos feministas expressaram seu rechaço à nova norma.
A nota de Listín Diário adiciona que "uma maciça votação em apoio a este princípio demonstrou a essencial convicção do legislador dominicano quanto à defesa não só da criatura humana, mas também de toda pessoa, em qualquer etapa de sua existência, frente às tendências que tentam relativizar a vida".
Seguidamente afirma que "em muitas sociedades 'civilizadas' é válido matar a criatura no ventre, por simples capricho ou porque a grávida não o deseje. Parte-se do suposto falso de que às 14 semanas o que está dentro ainda não é uma pessoa. Queriam, sutilmente, implantar aqui essa modalidade organizações e grupos pagos desde fora".
"Um de seus maiores esforços, truncados ontem à noite, era o de suprimir, no direito à vida, o preciso fundamento 'desde sua concepção até a morte', para deixar uma porta aberta ao aborto e à eutanásia ou a outras formas de interrupção da vida", acrescenta.
Do mesmo modo, prossegue o editorial, "surgiram vozes para promover, como um suposto 'direito' da mulher, o abortar livremente, assim como a solicitude para a legalização dessa prática porque se considera estendida".
"Se nos fiarmos desse argumento, teremos que legalizar também o consumo de drogas e reconhecer ao dependente o 'direito' a usar quantas substâncias degradantes e alucinógenas tenha vontade", adverte o Listín Diário.
Finalmente, conclui o editorial, "impôs-se a decisão mais sensata e correta, quer dizer, a que deve respeito ao intuito do nosso Criador, Deus, que nos dá a vida gratuitamente e que reprova toda ação ou manipulação que atente contra ela".

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Mais de 118 mil rupturas familiares na Espanha em 2008.


É a extinção da família? comente!

MADRI, 21 Set. 09 / 07:13 am (ACI).- O presidente do Instituto de Política Familiar (IPF), Eduardo Hertfelder, deu a conhecer que na Espanha, devido à Lei do divórcio Express implantada em 2005, produziu-se 118 mil rupturas matrimoniais em 2008.

"Em efeito –afirma Hertfelder– em 2008, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), produziram-se 118.939 rupturas matrimoniais, das quais 110 mil foram divórcios, 8.761 foram separações e 142 foram anulações".

"Estes dados supõem que em 2008 se romperam 326 matrimônios cada dia, quer dizer 1 matrimônio cada 4,4 minutos", adiciona.

Do mesmo modo, explicou Hertfelder, "enquanto segundo dados do CGPJ (Conselho Geral do Poder Judicial) em 2008 se produziram 131.024 rupturas (início de processo), pelo contrário 118.939 matrimônios o levaram a término. Esta diferencia entre inícios e finalização do processo de ruptura foi, com diferença, o mais alto dos últimos anos".

"A lei do divórcio Express provocou, além disso, o incremento das rupturas matrimoniais, que foram, em sua imensa maioria (92,5% das rupturas) uma ruptura definitiva (divórcio). Isto é especialmente evidente nas Canárias, onde mais de 95% foram divórcios, em relação à Extremadura aonde não chegaram aos 89%", sublinhou.

Por tais razões advertiu que "enquanto não se preserve e garanta o direito dos pais à estabilidade conjugal a ruptura familiar seguirá crescendo na Espanha".

"O direito à estabilidade conjugal, e mais, em situações de conflitividade ou crise, deve ser uma tarefa fundamental das administrações, que não podem seguir ignorando este dramático problema. É necessário, portanto, uma autêntica mudança nas políticas familiares e que se tomem medidas para combater o principal problema que sofrem as famílias: a ruptura matrimonial", ressaltou.

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FEMA: Manda o povo Americano ficar pronto

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

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Desafio a Obama


(I Tessalonicenses 5,3)“Quando os homens disserem: Paz e segurança, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão.”

O panorama no Oriente Médio parece desanimador como sempre. Há um enviado americano num vai e vem entre Israel e a Cisjordânia em busca de consenso. Um relatório da ONU acusou o Exército de Israel e forças palestinas do Hamas de crimes de guerra na ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, em janeiro. Como é habitual, Israel rejeitou o documento da ONU.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu insiste em levar à frente a construção de colônias em terras árabes. O líder palestino, Mahmoud Abbas, condiciona o reinício de negociações à suspensão da colonização judaica.

O que poderia mudar este quadro? Talvez apenas o empenho do presidente Barack Obama, que espera ter algum trunfo na mão para se reunir com os dois líderes à margem da Assembleia Geral da ONU, na próxima semana. Seu enviado, George Mitchell, se esforça: teve encontros com Netanyahu e Abbas, avistou-se de novo com o israelense ontem, hoje fala outra vez com o
palestino e torna a se reunir com o premier de Israel amanhã.

Netanyahu tem mantido sua posição de dificultar ao máximo qualquer concessão. Muito a contragosto indicou aceitar a solução "dois povos, dois Estados" e só concorda em suspender temporariamente a construção de novos assentamentos judaicos, pondo em risco a fórmula "terras (ocupadas) por paz".

Diante disso, não resta ao presidente Obama senão aplicar pressão máxima sobre o governo israelense, instando-o a convencer seu povo de que, a longo prazo, é vantajoso suspender a colonização dos territórios e retomar a negociação possível com os palestinos.

Se tudo isso parece redundante, não custa lembrar a alternativa. Nos ataques de janeiro a Gaza, em que Israel retaliou os constantes lançamentos de foguetes por grupos palestinos contra o Estado judeu, morreram 1.387 palestinos, incluindo centenas de civis, e 13 israelenses, indica o citado relatório da ONU. Não é crível que alguém ainda se deixe enganar pela momentânea calma. Logo virá outra tempestade.

Fonte: O Globo

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