Ahmadinejad nega novamente Holocausto e pede frente global contra Israel

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a negar hoje a existência do Holocausto judeu e disse que o mundo inteiro tem a "obrigação" de assumir sua responsabilidade frente a Israel para garantir a paz global.

Ahmadinejad fez estas declarações, enquanto dezenas de milhares de opositores a seu regime aproveitavam a manifestação anual em solidariedade aos palestinos para protestar pelas ruas de Teerã, manifestação que foi duramente reprimida.


O presidente iraniano pediu às nações do mundo, e em particular às da região, a se levantar contra Israel, porque sua simples existência as "coloca em perigo", e disse que conter o Estado judeu é um "princípio humanitário".


"O regime sionista é um símbolo de mentiras e decepção, que se baseia em atitudes colonialistas", acrescentou Ahmadinejad no discurso antes do sermão semanal da sexta-feira, segundo o canal de televisão "Press TV".


O presidente iraniano também falou do Holocausto, no qual seis milhões de judeus morreram sob o nazismo alemão, que voltou a colocar em dúvida, como em algumas ocasiões anteriores.


"Se o Holocausto, como eles dizem, é verdade, por que não oferecem provas?", perguntou.


Enquanto Ahmadinejad fazia seu discurso, a Polícia antidistúrbios iraniana, com apoio de milicianos islâmicos Basij, reprimia duramente a manifestação dos opositores, que acabaram em enfrentamentos com gás lacrimogêneo, pedras e garrafas no centro de Teerã.


Vários dirigentes reformistas foram agredidos por partidários de Ahmadinejad, incluindo o ex-presidente iraniano Mohamad Khatami e o candidato presidencial Mehdi Karroubi.


Segundo a agência estatal iraniana "Irna", o veículo onde viajava o líder opositor Mir Hussein Moussavi foi atingido por pedras e outros objetos contundentes lançados pelos partidários de Ahmadinejad.


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Mais de 80 civis morrem em ataque aéreo a campo de desabrigados no Iêmen


Segundo testemunhas, há mulheres e crianças entre as vítimas.Há mais de um mês país vive violentos confrontos entre exército e rebeldes


Mais de 80 civis, entre eles mulheres e crianças, foram mortos em um ataque aéreo em um campo improvisado de desabrigados no norte do Iêmen, informaram testemunhas nesta quinta-feira (17). Há mais de um mês o país vive violentos combates entre o exército e rebeldes xiitas.

A rebelião dos zaidistas xiitas, em conflito com o poder desde 2004, denunciou "um novo massacre cometido pelo poder sanguinário". Esta é a primeira vez que um grande número de civis é morto nesta ofensiva, que começou em 11 de agosto entre o exército e os rebeldes entrincheirados em seu reduto da região de Saada, fronteira da Arábia Saudita, e situado a 240km ao norte da capital Sanaa. Uma fonte oficial iemenita, entrevistada pela AFP, se negou a confirmar o saldo, limitando-se a indicar que um avião visou, na quarta-feira (16), rebeldes que abriram fogo em meio a civis.

Uma fonte militar, citada pelo site do ministério da Defesa, anunciou nesta quinta-feira a criação de uma comissão de investigação para garantir a veracidade das informações sobre um bombardeio de civis em Adi, na província de Omrane, ao sul da região de Saada.


As vítimas foram enterradas nesta quinta-feira em uma vala comum perto do ataque, indicaram fontes tribais, que não sabiam dizer o número de sepulturas, pois alguns corpos estavam em pedaços.

Segundo várias testemunhas, um avião de combate visou às famílias que tinham fugido e que se refugiaram em um vale em Adi.
Na véspera deste ataque, os rebeldes haviam se declarado prontos a um cessar fogo incondicional em uma carta ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, enquanto o governo de Sanaa exige que eles se curvem a seis condições, entre elas o desarmamento, antes de deter a ofensiva.

Na terça-feira (15), a ONU e o Comitê internacional da Cruz Vermelha pediram a abertura, o mais rápido possível, de um corredor humano seguro com acesso para milhares de habitantes da região de Saada, surpreendidos pelo combate.

Segundo as Nações Unidas, quase 150.000 pessoas foram deslocadas no norte do Iêmen desde 2004, das quais 55.000 desde 11 de agosto.
O poder do presidente Ali Abdallah Salah acusou a rebelião de ser apoiada por algumas partes no Irã e de querer restabelecer o zaidismo no país, o que os rebeldes desmentem.

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Livro para crianças chama Cristo de "canalha" e o apresenta como fantasia de São Paulo

quinta-feira, 17 de setembro de 2009


LONDRES, 17 Set. 09 / 10:27 am (Resumo Profético).- O escritor inglês Philip Pullman, que nos últimos anos ganhou fama e fortuna com romances anti-católicos para crianças, preparou suas baterias contra Jesus Cristo e anunciou o próximo lançamento de um novo livro no que apresenta o Senhor como um "canalha" e a São Paulo como um fantasioso que lhe adjudicou poderes sobrenaturais.

O livro, que será posto à venda na próxima semana santa, titula-se "Jesus o Bom Homem e o Cristo canalha" ("The Good Man Jesus and the Scoundrel Christ"). Seu argumento de fundo é que São Paulo transformou a personalidade do Jesus e, usando seu "fervente imaginação" adjudicou atributos divinos a um homem normal.

Pullman, que se proclama ateu e forma parte da Sociedade Nacional Secular, justificou seu insólito argumento alegando que "São Paulo começou a transformar a história de Jesus em algo distinto e extraordinário no tempo em que escreveram os Evangelhos e parte de sua versão influiu no que escreveram os evangelistas".

Para Pullman, "Paulo era um literato e um gênio da imaginação que teve mais influencia em seu mundo que qualquer outro, incluindo Jesus. Teve a grande habilidade de persuadir a outros e suas habilidades retóricas convenceram às pessoas por 2,000 anos".

O novelista, autor de "A bússola dourada", acrescenta que sua história parte da "tensão na natureza dual de Jesus Cristo" e tem partes de "história e partes de conto de fadas".

O Bispo Auxiliar de Birmingham, Dom David McGough, criticou o livro e em uma coluna do jornal The Catholic Herald, recordou que "não há evidência alguma de que São Paulo tenha influenciado os Evangelhos. Nenhum acadêmico respeitável poderia ter escrito algo sobre a teoria" de Pullman

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Extremistas muçulmanos incendeiam igreja católica, e gera onda de protestos contra a morte de católico em prisão do Paquistão














Mateus 10.22 "Sereis odiados de todos por causa do meu nome" Mateus 5.10 “Bem-aventurados os perseguidos porcausa da justiça

KONIGSTEIN, 17 Set. 09 / 12:57 pm (ACI).- Robert Fanish, o jovem cristão de 19 anos que tinha sido injustamente encarcerado depois da violência que levou a extremistas islâmicos na província de Punjab (Paquistão) a incendiar uma igreja católica, foi assassinado na prisão onde se encontrava.
Os bispos deste país e um grupo protestante solicitaram ao governo uma investigação pública deste fato.
A família Fanish foi tomada por surpresa quando o cadáver do moço, com diversos golpes no torso e nos braços, foi tirado do cárcere esta terça-feira.
O funeral, que logo se converteu em protesta e que foi disperso pela polícia local, reuniu a umas três mil pessoas que chegaram a se despedir deste jovem que sofreu as conseqüências dos atos de uma mulher muçulmana, que se opunha à relação que ele sustentava com sua filha.
Em represália e valendo-se da chamada lei anti-blasfêmia, a mãe teria rasgado umas folhas do Corão –que se paga com cadeia perpétua– para jogá-las na porta da casa do jovem gerando assim as agressões dos extremistas que incendiaram uma igreja católica. Depois destes fatos, Robert tinha sido encarcerado.
Em declarações à organização internacional católica Ajuda à Igreja Necessitada (AIN), o Pe. Andrew Nisari, Vigário Geral da Arquidiocese de Lahore, à cuja jurisdição pertence a zona onde ocorreram os fatos, assinalou que "cada um de nós está furioso pelo que aconteceu com Robert".
"Para nós está claro além que a polícia tem feito 'justiça' com suas próprias mãos e o mataram", denunciou.
O sacerdote também explicou que a situação dos cristãos no Paquistão "está cada vez pior. Há uma onda de intranqüilidade em todo o país em que as pessoas estão usando cada oportunidade que têm para pressionar os cristãos".
O Pe. Nisari disse ademais que a Comissão Nacional Católica de Justiça e Paz, com sede em Lahore, também exigiu ao governo uma investigação pública do assassinato.
AIN explica em sua nota que está colaborando nos esforços por reverter a lei anti-blasfêmia.
OUTRA FONTE
SIALKOT, quarta-feira, 16 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Cerca de dois mil cristãos saíram às ruas nesta terça-feira em Sialkot, Lahore e outras cidades da província de Panyab, no Paquistão, para protestar contra a morte de um jovem católico falecido na prisão de Sialkot, onde se encontrava por ter sido acusado de blasfêmia contra o Islã.
O corpo sem vida de Fanish Robert, 24 anos, foi encontrado nesta terça-feira pela manhã em sua cela.
A polícia afirma que ele se enforcou, mas cristãos e ativistas de direitos humanos asseguram que as autoridades o torturaram e o mataram.
Familiares do falecido denunciaram que o corpo de Robert tinha marcas de tortura e costelas quebradas. A diretora regional do Ministro de Direitos Humanos, Arshad Mahmood Malik, declarou à agência UCA News que o caso é suspeito.
O jovem fora detido em 11 de setembro passado em Jethki, no distrito de Sialkot, acusado de jogar parte de um Alcorão em uma valeta.

A organização Ajuda à Igreja que Sofre informou que Robert havia iniciado, com uma colega de colégio muçulmana de 18 anos, uma relação especial que enfureceu os pais da moça.
A mãe, de acordo com os religiosos, teria arrancado uma página que continha versículos do Alcorão e a havia jogado na frente da casa do jovem.

Este amor proibido entre adolescentes provocou também, nesse mesmo dia 11 de setembro, que o grupo de fanáticos queimasse e profanasse a igreja do Calvário, em Jethki (que ainda permanece fechada), devastasse a localidade e obrigasse os cristãos a abandonar a área.

A Comissão Nacional para a Justiça e a Paz da Conferência Episcopal do Paquistão denunciou os fatos e apontou as leis sobre a blasfêmia como parte do problema.


“Pedimos uma investigação confiável” para este “caso de assassinato”, assinala um comunicado da Comissão. “Nós o consideramos uma falha do governo provincial de Panyab e do governo federal”, acrescenta.

As leis sobre a blasfêmia foram introduzidas no Paquistão em 1986, sob um governo dirigido por militares.

Baseiam-se no artigo 295B do Código Penal, segundo o qual a profanação do Alcorão comporta uma pena que pode chegar a ser de prisão ou inclusive de morte.
Os bispos indicam que, “para as minorias religiosas, essas leis demonstraram ser uma catástrofe que pode surgir em qualquer momento e lugar”.

Esta Comissão dos bispos católicos do Paquistão convocou recentemente um pedido popular e está recolhendo assinaturas para pedir ao governo a abolição dessa lei, com frequência utilizada para atacar as minorias religiosas como cristãos e ahmadi, segundo a agência Fides.

O presidente do país, Pervez Musharraf, tentou reformar a lei no ano 2000, mas não conseguiu devido às pressões de grupos fundamentalistas e dos partidos religiosos.

As associações pelos direitos humanos denunciaram que as condições das minorias cristãs pioraram nos últimos meses e que existe um difundido costume de utilizar a lei sobre a blasfêmia de modo instrumental.

Segundo dados recolhidos pela Comissão Justiça e Paz, o abuso desta lei priva numerosas pessoas inocentes de sua liberdade e põe em risco muitas vidas.

Há algumas semanas, dez católicos foram assassinados na cidade de Gorja, também em Panyab, e na aldeia próxima de Korian.

Uma multidão de muçulmanos destroçou e saqueou 113 casas de cristãos e causou destruição em quatro igrejas protestantes destas áreas.


Em janeiro, uma igreja católica na aldeia de Kot Lakha Singh, de Panyab, também foi atacada.
De 1986 a 2009, 964 pessoas foram acusadas de blasfêmia, e em muitos casos o tribunal decretou que as acusações eram falsas e infundadas.

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ONU recolhe proposta do Papa sobre soberania e responsabilidade

Em um debate para garantir a proteção da população civil

NOVA YORK, sexta-feira, 24 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O documento de trabalho preparado para o diálogo sobre a “responsabilidade de proteger”, que a Assembleia Geral das Nações Unidas está realizando esta semana em Nova York, dedica um parágrafo ao discurso que o Papa pronunciou na Assembleia Geral da ONU em 2008.
Para este debate dedicado às vítimas dos conflitos e à responsabilidade dos Estados e da ONU de proteger a população, a Assembleia quis levar em consideração, entre outros, o pensamento de Bento XVI sobre a necessidade de que a comunidade internacional proteja os direitos.
No discurso do pontífice, referido no documento de trabalho, Bento XVI destacava que a responsabilidade de proteger é a base moral para o direito de um governo de exercer a autoridade.

O Papa indicava então que o respeito da soberania dos demais Estados não consiste somente no princípio da não-ingerência, e sim, positivamente, introduz-se também no contexto das categorias políticas da subsidiariedade, solidariedade e fraternidade.
E afirmava que na ONU, vigiando em que medida os governos respondem à sua responsabilidade de proteger seus cidadãos, exercita assim um serviço importante em nome da comunidade internacional.

Estas ideias se recuperam no debate destes dias, no qual a Assembleia Geral das Nações Unidas discute os alcances da “responsabilidade de proteger”, um conceito que a maioria dos países interpreta como uma obrigação de evitar genocídios, e outros como uma manobra encoberta de intervenção.

O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apresentou um informe com ideias para que servissem como ponto de partida ao debate e destacou que a responsabilidade de proteger deve se situar sob a proteção da ONU e dentro de sua Carta.
Passar aos fatos

Na cúpula mundial de 2005, todos os chefes de Estado, sem reservas, comprometeram-se a prevenir o genocídio, os crimes de guerra, a limpeza étnica e os crimes contra a humanidade, assim como sua incitação.

Mas, de fato, continuaram violando os direitos humanos de muitas populações em crises como as que no último ano afetaram a Geórgia, Ossétia, República Democrática do Congo e o Sri Lanka.
As situações que a população civil sofreu mostram que, ainda que a responsabilidade dos Estados de proteger a população seja assumida como um princípio de direito internacional, faltam “normas precisas de conduta internacional” que obriguem os Estados a protegerem a população de graves e sistemáticas violações dos direitos humanos.
Assim destacou nesta quinta-feira à Rádio Vaticano o observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas em Nova York, Dom Celestino Migliore.

Sobre o tema que está sendo debatido no Palácio de Cristal, Dom Migliore afirmou que, em primeiro lugar, cada Estado é que deve proteger a população de “atrocidades em massa, como genocídios, crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.

Mas acrescentou que “quando um determinado Estado não demonstra a vontade e/ou capacidade de assegurar tal proteção, a comunidade internacional deve se encarregar subsidiariamente, recorrendo à modalidade pacífica prevista no direito internacional”.
“Em casos extremos, pode valer-se do uso da força através das fórmulas e ditames do capítulo 7 da carta da ONU”, acrescentou. O observador permanente da Santa Sé indicou que “o uso da força não deve jamais ser considerado fora da necessidade primária dos governantes de assegurar a proteção de todos os seus cidadãos”.

Dom Migliore abordou o conceito atual de segurança, explicando que “desde o desmantelamento dos regimes comunistas na Europa, o conceito de segurança mundial se deslocou das tradicionais preocupações geopolíticas e estratégicas às novas preocupações que têm por objetivo o indivíduo e a sociedade”.

Para o prelado, “a responsabilidade de proteger vai muito além da proteção dos civis em guerra, contemplada no direito internacional humanitário.
A comunidade internacional, como uma família

O arcebispo também se referiu ao discurso do Papa que aparece no documento de trabalho preparado para o debate pelo presidente do atual período de sessões da Assembleia Geral da ONU, Miguel d'Escoto.

Explicou que o Papa destacou que a soberania, vista da ótica da proteção, mostra melhor a dupla responsabilidade de cada Estado: a responsabilidade externa de respeitar a soberania dos demais Estados e uma interna de garantir a dignidade e os direitos de todos os indivíduos no Estado.

O prelado também recordou que Bento XVI indicou então que, na comunidade internacional, como em uma família, os membros mais fortes devem cuidar dos mais fracos.
Pouco depois da intervenção de Bento XVI na Assembleia Geral da ONU em Nova York, Dom Migliore augurou que esta visita do Papa à sede das Nações Unidas estava destinada a ter um impacto sobre o direito internacional.

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Professora de religião admite ter feito sexo com aluno seduzido pelo Facebook


Madeleine Martin, 39, admitiu no tribunal relações com jovem de 15.Juiz afirma que educadora tem que se preparar para 'custódia inevitável'
Uma professora de religião de 39 anos confessou em juízo ter seduzido um adolescente de 15 anos pelo Facebook e ter tido relações sexuais com o menor. De acordo com o jornal "Daily Mail", a britânica Madeleine Martin compareceu nesta quarta-feira (16) ao tribunal e confessou os encontros sexuais com o adolescente.

De cabeça baixa, Madeleine ouviu as palavras do juiz Peter Lakin: "A custódia é inevitável e você deve se preparar para ela", afirmou sobre uma provável detenção da professora. Após troca de mensagens pela rede social Facebook, Madeleine se encontrou algumas vezes com o adolescente - que era seu aluno em Tameside, em Manchester - e teve relações sexuais com ele.

De acordo com o processo, o relacionamento entre professora e aluno durou nove dias - de 9 a 17 de fevereiro deste ano - e terminou em comum acordo de ambos. Madeleine, que era casada mas após o caso está separada do marido, foi suspensa de suas atividades e está com a carreira bastante arranhada. A professora de religião ainda enfrenta a possibilidade de ter seu nome incluído no registro de agressores sexuais, informou o jornal "The Sun". A sentença da professora de religião Madeleine Martin deve ser anunciada em outubro.

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Evangélicos praticam o nudismo “sem culpa” em praias brasileiras


Conhecidos por seus costumes religiosos rígidos, os fiéis das religiões pentecostais sempre tiveram horror a tudo que estivesse ligado a sensualidade.
Isto incluía as vestimentas dos fiéis, que deveriam cobrir a maior parte do corpo possível, em especial, tratando-se do corpo feminino. Porém, com o surgimento das novas religiões neopentecostais, fundado por pregadores oriundos do catolicismo popular, as normas religiosas foram flexibilizadas. Hoje, os crentes já podem ir à praia e usar roupas mais curtas. Mas, quem pensa que o liberalismo evangélico termina por aí está muito enganado. Um grupo de evangélicos da nova geração decidiram despir-se de todos os véus religiosos, literalmente. São os evangélicos naturistas.O Arte Profana teve acesso ao depoimento de alguns evangélicos que foram veiculados pelo conservador “Informativo Batista”. Procure ler sem preconceitos.
Pureza não está ligada às roupas
“Há muitos evangélicos naturistas no Brasil. A pureza da alma não está ligada às roupas. Considero o naturismo uma visão da Criação. As pessoas ainda têm preconceito contra o nu porque falta esclarecimento. Sempre fui atuante na Igreja e não esperava ser excluído de minhas atividades de uma maneira tão desagradável. Mas a religião não deixou de estar no meu dia-a-dia. Converso com Deus seja onde for. Não escondo que sou naturista. Não tenho do que me envergonhar“. Estevão Prestes, 31 anos, arquiteto.
"Não me considero um pecador"
“Na minha vida, o naturismo antecedeu a religião. Fico nu há 15 anos, desde que fui à Praia de Trancoso, na Bahia. Já frequentei a Praia de Abricó e gosto da Praia Olho de Boi. Há sete anos, eu me tornei evangélico. Não me considero um pecador por ainda buscar praias de nudismo. Onde está na Bíblia que é proibido ficar nu ? Temos o espírito livre e puro. O que dizer do Carnaval, então ? E das revistas de mulheres ou homens pelados ? Nós temos uma filosofia de vida: a do respeito ao próximo". Carlos Moreira, 44 anos, comerciante.
Um nova forma de comunhão com Deus, segundo alguns
Um paraíso ecológico, nenhuma roupa e… a Bíblia. Pode parecer contraditório, mas naturismo também é coisa de crente. Isso mesmo: no Rio, até mesmo pastores evangélicos se bronzeiam como vieram ao mundo nas praias frequentadas por nudistas. Membro de tradicional igreja evangélica há sete anos e naturista há 15, o comerciante Carlos Moreira, 44 anos, é um dos que defendem que não há barreiras entre a religião e o nu. “O pecado não está no corpo despido, mas, sim, na malícia das pessoas. Meu coração é puro”, argumenta.A comunhão entre Deus e nudismo também é praticada pelo arquiteto curitibano Estevão Prestes, 31 anos. Evangélico há 14 anos, ele frequenta uma praia naturista – a Praia do Pinho, em Santa Catarina, há três anos. Estevão gosta de orar sozinho na praia e de ler a Bíblia – nu, é claro: “A vivência naturista me aproxima da espiritualidade. Tenho momentos de comunhão com a natureza, com Deus e com o próximo”, justifica. Ele diz ter tido problemas em sua antiga agremiação religiosa (a Igreja do Evangelho Quadrangular), entretanto, ele continua evangélico e diz: “Não escondo que sou naturista, mas também não ando com crachá. Os que sabem, me aceitam”, garante.
Pastora pentecostal também pratica nudismo
O nudismo evangélico é uma idéia inovadora, por isso alguns preferem o anonimato, como a pastora pentecostal há 15 anos, Márcia, de 48 anos (ela trocou o nome para não ser reconhecida por seus fiéis). A pastora se converteu ao naturismo há três anos, após visitar a Praia Olho de Boi, em Búzios. “Eu me encantei com o respeito e a pureza. Ser naturista é estar em contato pleno com o Senhor”, defende ela. Márcia visita sítios de lazer e já frequentou a Praia do Abricó, no Recreio, que foi proibida para a pratica do nudismo por força de liminar.Márcia diz ter aprendido que o naturismo não tem conotação sexual. “Vemos a nudez com olhos do espírito, sem malícia”, ensina a pastora, que lamenta o preconceito que enfrenta. “A igreja evangélica está recheada de dogmas e tabus. Somos tolhidos de vermos o mundo como é. Não poderia abrir minhas opiniões aos fiéis. Causaria grande rebelião”, pondera a pastora naturista. Ela também faz evangelizações com amigos em recantos de nudismo. “Certa vez, uma irmã estava com sérios problemas e prestei favores espirituais para ela ali mesmo, em um sítio de convívio naturista”, recorda.
Argumentos saídos do Livro Sagrado
De acordo com a narrativa bíblica, ao comerem o fruto proibido, Adão e Eva tiveram a consciência do “bem” e do “mal” e cobriram os corpos nus, por se sentirem envergonhados perante o Criador. Em tempos modernos, a passagem do livro de Gênesis é usada por evangélicos para defender ou condenar a prática do naturismo. Com interpretações divergentes, muitos crentes se cobrem dos pés à cabeça ou tiram a roupa nas praias e áreas de nudismo.“A nudez não era rejeitada até o pecado original. O naturismo leva as pessoas ao estágio original de inocência, a reviver a Criação”, justifica a pastora naturista Márcia. Para a pastora Suzana Viana, da Igreja Metodista do Brasil, o nu não é pecado, mas agride a consciência do próximo. “Temos que respeitar a comunidade, como diz a Bíblia”, avalia.
Nudistas evangélicos buscam paraísos ecológicos
Não é só no Rio de Janeiro que os evangélicos estão deixando de lado as roupas típicas de “crentes”. Considerada um paraíso naturista, a Praia de Tambaba, em João Pessoa, no estado da Paraíba, reúne entre seus frequentadores um grupo de pelo menos 15 evangélicos, segundo o ex-presidente da Sociedade Naturista de Tambaba Nelci Rones Pereira de Sousa, de 47 anos.Nascido em família evangélica, Nelci é naturista há mais de 20 anos. “Detesto roupas, o que não quer dizer que eu não tenha Deus no coração. Imoral é o que se faz de sujo com o corpo”, defende ele, que faz parte da Igreja Batista. “Não sofri nenhuma crítica”, diz o naturista.Já o aposentado Carlos Antonio Pereira de Moraes, 52 anos, deixou os cultos por se sentir “incomodado com o conservadorismo e o fanatismo”. E acrescenta: “Optei pelo naturismo e sou livre. Ser cristão é pregar o Evangelho onde for”.
Fonte:Notícias Cristãs

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A reforma de que a ONU precisa, segundo a Santa Sé

Que cada Estado promova seus interesses em função do bem comum mundial

NOVA YORK, quarta-feira, 16 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- A reforma de que a ONU precisa para evitar perder relevância afeta o modo como se tomam as decisões no organismo internacional e passa pela vontade política de cada Estado membro de promover seus interesses em função do bem comum mundial.

Foi o que afirmou o observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas em Nova York, Dom Celestino Migliore, ante os microfones de Rádio Vaticano nesta terça-feira, dia de início do 64º período de sessões da Assembleia Geral da ONU, que reúne 130 chefes de Estado e de Governo de 23 a 30 de setembro em Nova York.

O representante da Santa Sé afirmou que “existe, sem dúvidas, a percepção com preocupação de que sem uma precisa reforma da modalidade de decisão a ONU retrocederá para uma perigosa perda de relevância”.

Também apontou que “o problema não é encontrar soluções técnicas e institucionais adequadas; “de fato as propostas sensatas e eficazes abundam”, disse.

Para Dom Migliore, “a questão está na vontade política de cada um dos membros que compõem a Organização, e especialmente dos que exercem uma maior influência política, econômica, militar ou demográfica, de saber usar, ou seja, de ter a audácia de promover os próprios interesses nacionais no contexto e em função da promoção do bem comum mundial”.

“Dever-se-ia fazer, das organizações internacionais, um lugar não de partilha do poder, mas de atenção e resposta efetiva aos problemas das pessoas”, indicou.

A necessidade de que a organização mundial seja reformada também foi destacada nesta terça-feira pelo novo presidente da Assembleia Geral da ONU, o ex-ministro líbio Ali Treki, ao iniciar o debate geral anual das Nações Unidas.

“A Assembleia Geral, que representa o mundo inteiro, encontrou obstáculos em seu caminho; não pôde implementar ou fazer valer suas resoluções”, reconheceu Treki.

“A Organização das Nações Unidas deve-se reformar, recuperar a legitimidade internacional e fazer que se escute sua voz e se apliquem suas resoluções”, declarou.

O ex-chanceler líbio opinou que as Nações Unidas são o caminho para um futuro melhor, onde as pessoas de todas as cores, religiões e origens devem cooperar.

Sobre a reforma institucional da ONU, e concretamente do Conselho de Segurança, Dom Migliore destacou que “não se trata de pensar unicamente na ampliação a novos países, mas sobretudo da questão do veto”.

Na opinião do observador permanente da Santa Sé, o veto no Conselho de Segurança “não pode ser visto mais em termos de privilégio ou de poder, mas deve ser considerado à luz da justiça e da solidariedade para responder rapidamente às emergências internacionais”.

Por outro lado, a recente conferência sobre a crise econômica e financeira e seu impacto sobre o desenvolvimento estabeleceu um grupo de trabalho para oferecer contribuições destinadas a desenhar de novo as instituições financeiras mundiais, recordou o arcebispo.

Sobre a democratização da ONU, também defendida nesta terça-feira por Ali Treki, o representante da Santa Sé destacou que “atualmente, as grandes questões econômicas e financeiras se debatem e regulam no seio de grupos restringidos, como o G8 e o G20, enquanto que as Nações Unidas representam o G192”.

Dom Migliore advogou por “incluir no debate e nas propostas todos os 192 países do mundo presentes na ONU” e para que os grupos mais poderosos “prestem atenção e consideração à voz do G192”.

O representante da Santa Sé também se referiu à autoridade mundial capaz de enfrentar adequadamente os problemas da comunidade internacional, que Bento XVI defende em sua encíclica Caritas in veritate.

Explicou que a encíclica reconhece as Nações Unidas como autoridade pública capaz de garantir uma ordem social em âmbito mundial.

Dom Migliore acrescentou que o documento do Papa “pôs o acento na necessidade de que esta ordem social reconheça e respeite também uma precisa ordem ética e moral das coisas e esta é uma via imprescindível se queremos que a ONU mantenha relevância e eficácia

Fonte:ZENIT

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Dan Brown lança novo livro, agora sobre simbolo da Maçonaria

Fonte:BBC Brasil

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Governo chinês prevê milhões de contágios pela gripe no país

quarta-feira, 16 de setembro de 2009


O governo da China, onde já há 25.731 casos registrados, prevê dezenas de milhões de casos de gripe suína no país com a chegada do frio. A maioria dos casos está em Hong Kong (18.687), embora na China continental já foram registrados 9.103, segundo informou nesta quarta-feira o diário oficial "China Daily".

O subdiretor do escritório de emergências do Ministério da Saúde chinês, Liang Wannian, afirmou que, diante destes dados, o gigante asiático prevê dezenas de milhões de casos nos próximos meses.

Só no último fim de semana se registraram 1.598 novas infecções na China, o que confirma para o Ministério da Saúde uma tendência de alta no número de infecções, indica o jornal.

Do total de mais de 9.000 afetados na China continental, 5.350 se recuperaram, o resto está sob tratamento médico e não se registrou nenhuma morte, segundo dados oficiais, que não incluem a misterioso morte de uma paciente do vírus na ducha de um hospital de Pequim, nem as 13 mortes registradas em Hong Kong.

Em Macau os contagiados são 1.941.

Também o tipo de contágio indica uma expansão do vírus entre a população chinesa com a baixa outonal das temperaturas, já que só 14 dos novos contágios na China continental se produziram por contato com o exterior.

Mais de 60% do total dos casos da nova gripe registrados na China se produziram nas últimas três semanas, o que indica que o surto está aumentando com grande velocidade.

"O crescente número de casos era esperado, já que estamos entrando na estação para esta doença mortal", assinalou Guan Yi, catedrático de microbiologia da Universidade de Hong Kong.

Segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo todo se infectaram mais de 277.600 pessoas, das que 3.200 morreram, com um índice de mortalidade de apenas 1,15%, muito afastado de outras ameaças de pandemia sofridas na Ásia - como a gripe aviária ou a asiática.

China se transformou na semana passada no primeiro país do mundo em iniciar uma campanha de vacinação contra esta pandemia e também tomou medidas inflexíveis como o isolamento de qualquer paciente ou daqueles que tinham mantido contato com infectados, o que provocou críticas de outros países.


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ONU diz que ajuda alimentar tem maior baixa em 20 anos no mundo


“Haverá fome, pestes e terremotos em todos os lugares”:
Número de pessoas famintas deverá chegar a 1 bilhão neste ano.Do orçamento previsto de US$ 6,7 bi, só foram confirmados US$ 2,6 bi.
A ajuda alimentar atingiu a maior baixa em 20 anos, apesar de os números da fome terem alcançado o nível mais críticos já registrado, disse uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (16).
O número de pessoas famintas vai passar a 1 bilhão neste ano pela primeira vez, disse o Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP, na sigla em inglês), acrescentando que enfrenta uma queda grave em seu orçamento.
Até agora a agência confirmou verba de 2,6 bilhões de dólares, de um orçamento previsto para 2009 de 6,7 bilhões de dólares.
"Isso acontece em um momento de grande vulnerabilidade para a fome", disse em comunicado a agência.
"Milhões foram atingidos pela crise financeira mundial, os seus meios de comprar alimento são limitados pelos preços altos. Além disso, padrões imprevisíveis de clima estão causando mais fome relacionada a essas condições", disse a WFP.

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"É perigoso pensar que a crise financeira ficou para trás", diz o diretor do FMI

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O diretor do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, 60, fala ao "Spiegel" sobre a dificuldade de Wall Street em aprender com a crise financeira, sobre o futuro da economia global e de suas ideias sobre um novo papel para o FMI como rede de segurança financeira mundial.


Spiegel: No dia seguinte à falência do banco de investimento Lehman Brothers, a crise imobiliária norte-americana tornou-se um terremoto que foi sentido pela economia global. As pessoas que causaram a crise aprenderam com os eventos de setembro último?

Strauss-Kahn: Poucos meses antes da falência do Lehman Brothers, o secretário do Tesouro na época, Hank Paulson, organizou um jantar para membros do governo e meia dúzia de empresários de grandes bancos de investimento americanos. Quase ninguém sabia dos problemas do Lehman na época, mas o Bear Stearns já havia caído, e os problemas no setor financeiro eram evidentes. No jantar, um dos banqueiros nos disse: "Veja, de fato fomos gananciosos demais. Precisamos conter nossa ganância com maior regulamentação."

Spiegel: Parece bom. Mas o senhor tem certeza que...?

Strauss-Kahn: Sei o que vai perguntar: não, não tenho certeza. Não sei se ele diria a mesma coisa hoje.

Spiegel: A maior parte dos banqueiros parece estar arrojada de novo. Novamente, milhões estão sendo dados em bônus, como recompensas por acordos financeiros altamente arriscados. Os banqueiros prefeririam ser deixados em paz pelos políticos novamente.

Strauss-Kahn: Bem, a fraqueza humana é mais forte que a razão.

Spiegel: O presidente-executivo do Goldman Sachs disse após a crise que foi uma "tempestade perfeita" e que você não pode fazer nada para se proteger contra uma tempestade perfeita.

Strauss-Kahn:Essa metáfora está enganada. A sociedade humana não é uma força da natureza. A crise financeira foi um evento catastrófico, mas criado pela mão humana. A lição que precisamos aprender é que, mesmo uma economia de livre mercado precisa de alguma regulação, de outro modo não pode funcionar. Todas essas ideias sobre a desregulamentação -que mais desregulamentação é sempre melhor e que o mercado pode resolver todos os problemas- ficam bem no papel, mas não funcionam na realidade.

Spiegel: Ludwig Erhard, a mente por traz do "Wirtschaftswunder", o milagre econômico do pós-guerra alemão, percebeu isso há 60 anos. Ele então cunhou o termo "economia de mercado social".

Strauss-Kahn:Erhard é uma lenda alemã, e suas ideias estão atraindo cada vez mais seguidores no mundo todo. São poucas as pessoas hoje que dizem que não deveria haver mercado. E também são poucas as que defendem ausência de regulamentação. Acho muito interessante que, durante esta crise, todos os governos -liberais ou conservadores- tomaram medidas similares, que foram do estímulo fiscal à re-estruturação do setor bancário.

Spiegel: Um tipo de seguro global contra crises financeiras?

Strauss-Kahn:
Exatamente. Não estou dizendo que os países terão 100% de seguro e que não devam ter reserva alguma. Mas faria sentido usar o FMI como um fundo de resgate global. Isso economizaria recursos nacionais e ajudaria a criar estabilidade no sistema econômico global.

Spiegel: Quantos trilhões de dólares a mais os governos devem continuar a bombear em suas economias?

Strauss-Kahn:
Para muitos - não apenas pessoas comuns, mas também altos políticos - a crise financeira já ficou para trás. Essa forma de pensar é perigosa. A crise econômica mundial continua, apesar de a Alemanha e França terem tido alguns números de crescimento positivos no último trimestre. Contudo, o desemprego deve aumentar por ao menos outro ano e provavelmente terá um pico no meio de 2010. Então, a crise financeira não apenas foi seguida por uma crise econômica, mas também por uma crise social que ainda não atingiu seu clímax.

Fonte Resumo:UOL

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Noites de luta e reggae enchem igrejas evangélicas no Brasil


A atmosfera estava elétrica na igreja Renascer em Cristo na noite de "Extreme Fight". Seguidores da igreja vestiam jeans e tênis, muitos com bonés virados para trás, e se alinhavam num ringue de boxe temporário para aplaudir lutadores de jiu-jitsu de peitos desnudos.


Eles gritavam quando o favorito dos fãs, Fabio Buca, resistiu ao seu oponente após vários minutos. Eles ficaram frenéticos quando o Pastor Dogão Meira, de 26 anos, abateu o seu opositor, segurando ele com uma chave de braço por apenas 10 segundos de luta.


Com a multidão ainda vibrando, o pastor Mazola Maffei, vestido em calças militares e camiseta, pegou o microfone. Maffei, que também é o treinador de luta de Meira, então deixou a multidão absorta com um sermão sobre a ligação entre esportes e espiritualidade. "Vocês precisam praticar mais o esporte da espiritualidade", ele recomendou.

"Vocês precisam lutar pelas suas vidas, pelos seus sonhos e ideais".


A Renascer em Cristo está entre o crescente número de igrejas evangélicas no Brasil que estão encontrando maneiras de se conectar com pessoas mais jovens para aumentar suas fileiras. De noite de luta à música reggae, de videogames a tatuadores no local, as igrejas ajudaram a fazer o movimento evangélico o movimento espiritual que cresce mais rápido no Brasil.


Igrejas evangélicas estão atraindo brasileiros para longe do catolicismo romano, a religião dominante no Brasil. Em 1950, 94% dos brasileiros disseram ser católicos, mas o número caiu para 74% em 2000. Enquanto isso, a percentagem daqueles que dizem ser evangélicos se multiplicou por cinco neste período, atingindo 15% em 2000. Um novo censo do governo deve sair no ano que vem.


Apesar da grande conexão do Brasil com o catolicismo, mais e mais brasileiros querem experimentar e escolher sua própria religião, diz Silvia Fernandes, professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que escreveu um livro sobre o movimento evangélico no Brasil.


Ela disse que mais brasileiros foram atraídos para as igrejas evangélicas ou o pentecostalismo, para uma "flexibilidade na expressão religiosa". Eles vêem igrejas como a Renascer como lugares onde eles podem se expressar mais livremente e "não apenas procurar soluções para problemas pessoais, mas também encontrar um lugar para conhecer pessoas e socializar".


Meira disse que para jovens que procuram salvação, o evangelismo pode preencher uma lacuna. "Aqui eles entram na igreja, às vezes para ver uma competição de luta, recebem a palavra de Jesus Cristo, e começam uma transformação. Eles vão deixar as drogas, começar a respeitar sua família e começar a curar doenças da alma, como ansiedade, depressão, drogas, álcool e prostituição", disse.


No meio do movimento jovem, a Renascer em Cristo sofreu sua parcela de controvérsia. Os líderes da igreja, Estevam e Sonia Hernandes, voltaram ao Brasil no mês passado depois de passar vários meses em uma prisão americana por tentar entrar clandestinamente com mais de US$ 56.000 nos Estados Unidos, incluindo US$ 9.000 escondidos numa Bíblia. Eles ainda enfrentam acusações de fraude, apropriação indébita, evasão de impostos e lavagem de dinheiro no Brasil


A Renascer tenta encontrar pastores mais jovens, que podem se relacionar melhor com adolescentes. Meira é um pastor de meio período; ele também trabalha, durante o dia, em marketing para uma empresa familiar de tintas e estuda propaganda à noite.


Na noite do Extreme Fight, dezenas de jovens pairavam em volta da igreja. Na sala da frente, barracas vendiam cachorro-quente e pizza e jovens se alinhavam em um canto para fazer tatuagens com temas religiosos, como "Eu pertenço a Jesus". Na sala principal, havia videogames, um DJ tocando uma mistura de hip-hop e funk, e uma tela de projeção mostrando um DVD do Harlem Globetrotters.


Apesar de a maioria ter vindo para o evento principal, o Extreme Fight, eles deixam-se ficar. Depois de quatro lutas e do sermão de Maffei, os membros formaram pares. Um colocou sua mão na testa do outro e falou de Jesus Cristo, o outro fechou bem os olhos.


O crescimento do movimento evangélico jovem visa brasileiros de todas as classes. Na igreja Bola de Neve, jovens profissionais se misturam a outros de famílias de renda mais baixa e problemáticos.Pastores lideram um rebanho de mais de 2.500 membros nas noites de domingo estimulados por músicas de reggae e rock, com letras religiosas projetadas em uma enorme tela.


O "apóstolo" da igreja, Rinaldo Pereira, disse que teve uma experiência próxima à morte relacionada a drogas e hepatite 17 anos atrás, antes de um evento "sobrenatural" o levar a dedicar a sua vida a Deus.


Em 1999, Pereira e outros poucos surfistas ávidos fundaram a Bola de Neve, inspirados pela ideia de que uma bola de neve começa pequena mas pode crescer e ficar grande. A igreja recebeu seu impulso inicial de um empresário de roupas de surf, que emprestou um auditório para a igreja. Precisando de um altar para sua primeira cerimônia, Pereira pegou uma prancha de surf que viu no corredor e a colocou em algumas cadeiras.


Hoje a igreja diz ter cem unidades, a maioria no Brasil. Uma delas, na Barra da Tijuca, área do Rio de Janeiro perto da praia, começou três anos atrás, com sete pessoas, e agora tem cerca de 3.000 integrantes.


Esportes e música "superam todos os tipos de limites", disse Pereira em uma entrevista.


"As pessoas podem não entrar numa igreja, mas definitivamente vão assistir a uma luta, a um campeonato de surf, a um evento musical", ele disse. "Tanto o esporte quanto a música transmitem uma mensagem para o público".


Em São Paulo, a igreja é verdadeiramente um assunto familiar. Num domingo, Pereira, de 37 anos, fez um sermão que durou três horas, ainda usando uma prancha de surf de cabeça para baixo como seu púlpito. A mulher dele, Denise, que também é pastora, aqueceu a multidão, cantando com força letras com uma banda de rock às suas costas.


No porão da igreja, o filho deles de 16 anos de idade, Nathan, liderou uma multidão de adolescentes e jovens. O pastor "em treinamento", de cabelo espetado, fez um sermão sobre Jesus Cristo com habilidade de talk-show. Em determinado momento, ele segurou um recipiente de plástico branco e estimulou os jovens seguidores a fazer doações, assegurando a eles que Deus "daria de volta em dobro" o que quer que eles oferecessem.


Escadas acima, onde seu pai fazia um sermão, um homem e uma mulher jovens tomam o palco e declaram seu amor. Pereira parabeniza pelo menos dois jovens casais por seus novos bebês, segurando-os para o alto para todos verem.


À medida que seu sermão atinge o clímax, os membros fecham seus olhos firmemente e seguram os braços, como num transe, cantando e se balançando com a música enquanto lágrimas escorrem em seus rostos.


Depois da cerimônia, Dom Luiz Bayeux, de 22 anos, contou como chegou ali. Ele cresceu num lar problemático, onde seu padrasto, um viciado em crack, morreu de Aids. Aos 13 anos, um rebelde Dom começou a sua vida no crime. Cinco anos depois, sua busca para escapar do vício o levou a muitos lugares e a várias religiões.Depois de fracassar em um exame para entrar para as Forças Armadas, ele se lembrou de ter ouvido falar sobre a Bola de Neve. No dia em que ele chegou, o pastor disse aos membros: "Vocês estão aqui para entrar para o Exército de Jesus Cristo".


Para ele, era uma intervenção divina. "O fato de que aqui as pessoas falam a mesma língua e vivem no mesmo estilo de vida que eu foi o que realmente me atraiu a este lugar, e o que me ajudou a me manter aqui", ele disse. *Com a colaboração de Mery Galanternick, no Rio de


JaneiroTradução: Marcelle Ribeiro

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Terremoto de 4,2 graus atinge região central da Itália

segunda-feira, 14 de setembro de 2009


Um terremoto atingiu a região central da Itália na noite desta segunda-feira (14), o que motivou algumas pessoas a deixarem suas casas com medo de possíveis desabamentos. Até o momento, a imprensa italiana não reporta feridos nem danos materiais.


O tremor aconteceu às 22h04, horário local (17h04, horário de Brasília), e teve magnitude de 4,2 graus na escala Richter, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia. O epicentro estaria na província de Florença, entre Barberino del Mugello, Scarperia e Borgo San Lorenzo.


A agência de notícias italiana Ansa informa que na região do tremor há pessoas nas ruas por medo de desabamentos, algumas delas dentro de seus carros.


O terremoto foi forte o suficiente para derrubar objetos das estantes, mas os policiais e bombeiros não relatam feridos nem maiores danos.


As autoridades pedem que as pessoas permaneçam calmas.Em abril, um forte terremoto na província italiana de Abruzzo matou cerca de 300 pessoas e deixou milhares de outras desalojadas.


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A Crise ainda está para chegar!

Isto está a aquecer ! Vejam estes artigos retirados do site Jovanovic.com do 17 ao 20 de Julho 2009 :

MARC FABER: A crise final está a chegar !Marc Faber arrefeceu as declarações de Roubini ( o pior da crise está atrás de nós). Faber, insistiu: "Ultimate crise is Still Coming"(a crise final está a chegar), que tem o mérito de ser claro. Segundo ele, todas essas massas de dinheiro despejado nos bancos criou um falso mercado e falsos aumentos. Ou seja, o que vemos é, na realidade uma pura ilusão, devido à presença de substâncias tóxicas de 55,000 mil milhões de empréstimos registados no balanço. Para ele, Wall Street vai voltar a subir por mais 18 meses, e só então o sistema entrará em colapso total (sim você leu bem ...). Pressionado para dizer quando, sua resposta foi: "pode ser de 5 anos, 10 anos, mas esta não é a última crise (...) Na história da humanidade, nunca experimentamos nada deste nível, todos os governos injectando dinheiro para o sistema. " Resumindo, de acordo com Faber, Evans-Pritchard, Celent e Schieffer, o pior da crise está para vir. Mas ainda temos alguns anos...

As opiniões divergem SOBRE FIM DA CRISE Atenção a todos, aqui estamos nós numa encruzilhada! Nouriel Roubini, falou com a Reuters ontem e declarou que "o pior da crise estará atrás de nós, em Dezembro de 2009. Isso foi o suficiente para os vampiros (que não se atreviam a investir até a falência da CTI) para voltar a comprar biliões. Roubini é como um peso pesado no domínio (ele é um dos poucos que a calculou e anunciou) abaixo segue uma tabela dos pontos de vista de quem também a anunciou e não são numerosos.

Nouriel Roubini: Em sua famosa conferência do FMI, congelou os banqueiros anunciando-lhes a sua queda. Ontem ele afirmou que o pior da crise estava atrás de nós e toda a gente espera a sua análise no seu RGE Global Monitor.

Gerald Celent: Com seu TrendsReport, ele anunciou a crise melhor do que ninguém. Nunca se enganou sobre a crise, a mídia americana odeia-o, excepto Fox News. Para Celent, eles imprimiram tanto dinheiro de monopólio que o sistema entrará em colapso, e não pode ser de outra forma.

Ambrose Evans Pritchard: O jornalista melhor informado do mundo anglo-saxónico diz que nos preparamos para viver a crise só agora e que isso vai ser muito grave. Para ele estamos como em 1932.

Leap2020: Suas análises tinham 2 anos de antecedência, segundo eles 3 ondas "nocivas" vão tosquiar a economia mundial a partir de agora até ao fim do ano.Marc Faber: O Investidor do famoso Doom and Gloom Report disse a mesma coisa que Celent, acrescentando que caminhamos para uma hiper inflação "estilo Zimbábue" e que o sistema entrará em colapso, não importando agora quanto tempo irá demorar. ..

Peter Schieffer: O conselheiro económico havia previsto com 3 anos de antecedência, o colapso da economia dos E.U.A por causa das sub-primas. Ele pensa a mesma coisa que Celent e Faber.

Do 17 ao 20 de Julho:-
Harley Davidson DESPEDE 1000 PESSOAS-

LLOYDS DESPEDE MAIS 1200-

JAGUAR DESPEDE 300 trabalhadores-


Massacre de EMPREGO EM NOVA YORK!

O New York Post provoca "UM" choque: o desemprego está em 9,3%, 850.000 desempregados só no estado de Nova York, sem contar com part-times e os que abandonaram o período de compensação! O NYpost salientou que esta taxa é o dobro da do mês de Junho 2008! E está apenas começando!PERIGO: REGISTO DE IMÓVEIS apreendidosNo segundo semestre 2008 vimos 890.000 casas/apartamentos serem apreendidos pelas autoridades, um recorde segundo a marketwatch. O mês de Junho foi particularmente mortífero com 340.000 domicílios, ou cerca de 1.000.000 pessoas na rua. E os E.U.A não sabem o que é um Bairro Social. Na maioria dos casos, isto é devido à perda de empregos. O recorde está no Nevada, com o registo de 1 em cada 16 casas foram apreendidas !

2,4 Milhões de Desempregados na InglaterraOs números do Desemprego chegou à Inglaterra e como deve calcular são formidáveis. Estão constantemente a aumentar, pelo menos, mais 281.000 em poucas semanas. A classe média é a mais afectada.

"O que é 100% seguro, e ouça bem: a economia mundial hoje tem 1 chance em 2 de colapsar. Note que isto não é 1 em 5 ou 1 chance em 10, não, é cara ou coroa, o que é enorme."

Fonte: jovanovic.comTradução: ProvaFinal2012
Fonte: anovaordemmundial.com

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Os Sete Sinais Do Apocalipse - Terremotos - The History Channel

LEIA MAIS SOBRE TERREMOTOS:

Três tremores em 15 dias levam japoneses a aumentarem preparativos para o ‘Grande Terremoto’

TÓQUIO - Crianças brincando sozinhas nos parquinhos da cidade, bicicletas estacionadas sem cadeado nas ruas, lojas e restaurantes cheios e dados econômicos indicando que o Japão começa a sair da recessão. O verão em Tóquio é tranquilo e, aparentemente, seguro, não fosse por um problema: a terra anda tremendo mais do que deveria. Em 15 dias foram registrados três tremores no país - dois deles fortemente sentidos na capital, que tem a maior concentração urbana do mundo. Os últimos sismos voltaram a fazer o país discutir os preparativos para um terremoto de proporções catastróficas, mostra reportagem da correspondente Cláudia Sarmento, publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. Trata-se de um velho fantasma que ganha formas mais concretas cada vez que o solo japonês balança .Especialistas afirmam que um grande terremoto no Japão é questão de tempo. Cientistas declararam nos últimos dias que a recente atividade sísmica poderia indicar que o tremor esperado desde a década de 70 está próximo. A Agência Meteorológica do Japão (AMJ), órgão que monitora a possibilidade de desastres naturais, desmente a existência de provas científicas sobre a iminência de um abalo devastador, mas confirma a alta probabilidade de que isso possa ocorrer nos próximos anos. O desastre já tem nome: Terremoto Tokai, uma referência à área a sudoeste de Tóquio que seria atingida em cheio.

” Você se acostuma a viver com esse medo e quanto mais o tempo passa, mais você sabe que o desastre está perto “________________________________________- Você se acostuma a viver com esse medo e quanto mais o tempo passa, mais você sabe que o desastre está perto - diz Louise Ikeda, moradora de Tóquio cujo pai sobreviveu ao terremoto de Kobe, em 1995. - Aprendi a incorporar cuidados no meu dia-a-dia.Ela tem em casa um kit terremoto para cada membro da família, não pendura quadros sobre a cama e instalou aparelhos de ar-condicionado em lugares seguros, ou seja, onde possam despencar sem atingir ninguém. Louise tem também chinelos embaixo do colchão, uma lição que aprendeu com o pai, que foi apanhado quando dormia pelo terremoto que matou 6.400 pessoas. Pulou da cama descalço e conseguiu saltar da janela do segundo andar, caminhando sobre estilhaços. Perdeu tudo. A tragédia de Kobe acelerou as construções de casas e edifícios resistentes a tremores - uma tecnologia avançada no Japão, e que poderia ter salvado muitas vidas em Sichuan, na China, no ano passado.Sites do governo falam em 87% de chance de um violento terremoto sacudir a região de Tokai nos próximos 30 anos - previsão revista anualmente. Segundo as estimativas, a intensidade seria de oito pontos, mais de nove mil pessoas morreriam e os prejuízos à segunda economia do mundo chegariam a US$ 386 bilhões. A responsável pela catástrofe seria a falha de Nankai, que se movimenta produzindo grandes tremores a cada 118 anos. O último na área, com magnitude de 8,4, pontos na escala Richter foi em 1854. Cada tremor mais intenso é visto como um ensaio para o Tokai, ou o Grande Terremoto, como os japoneses se referem a ele. No último dia 11, a província de Shizuoka, onde vivem 50 mil brasileiros, enfrentou o teste. A terra tremeu (6,4 pontos), matou uma pessoa, feriu 123 e danificou 5.200 construções.

EUA fizeram maior simulação de terremoto da história:

Moradores do sul do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, vão participar, nesta quinta-feira, de uma simulação de terremoto que será, segundo seus organizadores, a maior já feita no país.
Cerca de cinco milhões de pessoas vão estar envolvidas no exercício, que está sendo chamado de The Great Southern California Shake-out (a grande sacudida do sul da Califórnia, em tradução livre).
A simulação, que tem início às 10h no horário local (16h em Brasília), está sendo baseada na hipótese de um terremoto de magnitude 7.8 na escala Richter atingir a região de San Andreas Fault, no sul do Estado.
Escolas, hospitais e empresas estão participando, assim como equipes de resgate.
Emissoras de rádio locais e alto falantes nas escolas vão tocar gravações anunciando que a simulação está acontecendo.
“Se este fosse o terremoto de magnitude 7.8 para o qual estamos nos preparando hoje, você estaria sofrendo solavancos repentinos e intensos de até 1,8 m por segundo, para frente e para trás”, diz a gravação.
“O piso, ou o solo, embaixo de você, pode se mover para os lados. Por isso, você precisa se jogar no chão, se cobrir e agüentar firme. Qualquer objeto em torno de você que não esteja fixo vai tombar, cair ou sair voando - potencialmente provocando ferimentos sérios”.
As pessoas estão sendo aconselhadas a não tentar se mover ou correr em busca de abrigo - situações em que há maior chance de serem feridas.
Segundo os organizadores, 300 cientistas trabalharam juntos para tentar criar um cenário imaginário para a simulação.
Eles calcularam que um terremoto dessa escala deixaria dois mil mortos e 50 mil feridos, provocando danos avaliados em torno de US$ 200 bilhões.
Quando o terremoto imaginário atingir a região, milhões de participantes da simulação devem se jogar no chão, procurar abrigo sob uma mesa resistente e “agüentar firme” até que “os tremores parem” - de acordo com as instruções.
Isto vai desencadear um exercício de resposta simulada envolvendo mais de cinco mil pessoas de agências locais, estaduais e federais. A simulação vai incluir triagens e exercícios de busca e resgate de vítimas.
A Califórnia é um dos Estados mais vulneráveis a terremotos dos Estados Unidos.
O laboratório nacional de pesquisas geológicas do país, a US Geological Survey, disse que há 46% de chances de que a região seja atingida por um terremoto de magnitude 7.5 ou mais nos próximos 30 anos.
As autoridades acreditam que a maioria dos californianos esteja despreparada para enfrentar um abalo sério.
O último grande terremoto a atingir a região, em 1994, teve magnitude 6.7 e deixou 57 pessoas mortas.
Em 1906, um grande terremoto em San Francisco, de magnitude estimada em 7.8, resultou na morte de três mil pessoas.

LOS ANGELES, EUA (AFP) - Milhões de pessoas participaram nesta quinta-feira da maior simulação de terremoto da história dos Estados Unidos, um exercício em grande escala cujo objetivo era verificar a reação da população ante a eventualidade de um terremoto de grandes proporções.
Cerca de 5,2 milhões de californianos se protegeram sob mesas ou em abrigos às 18H00 GMT (15H00 de Brasília), hora em que ocorreria o falso terremoto que, segundo as autoridades, teria deixado cerca de 1.800 mortos.
Bombeiros, policiais e socorristas participaram da simulação, realizada simultaneamente em várias localidades, enquanto que a universidade de Southern California, em Los Angeles, instalou um abrigo em um complexo esportivo para receber os “feridos”. Além disso, as redes de TV transmitiram notícias fictícias.
Segundo os especialistas, a probabilidade de um terremoto de grandes proporções devastar a Califórnia nos próximos 30 anos é de 99%.

OBS: Link da matéria em inglês:

http://www.latimes.com/news/local/la-me-tremors10-2009jul10,0,6189113.story

Cientistas detectam misteriosos tremores na falha de San Andreas; grande terremoto poderia ocorrer “em breve”

http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5jficMB9R4grVIH4DsO8bMOCskHqgD99B30O81

Fonte: Fimdostempos.net

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Prêmio Nobel muito pessimista sobre o futuro da economia dos EUA

KRYNICA, Polónia, 11 Set 2009 (AFP) - A dívida acumulada pelos EUA para sair da recessão inibirá o crescimento durante décadas e o setor financeiro americano, quase nulo, deverá enfrentar reformas profundas, declarou nesta sexta-feira o Prêmio Nobel de Economia americano, Edmund Phelps.

“Tenho um pressentimento sombrio sobre a economia americana para as próximas décadas”, declarou o economista americano e Prêmio Nobel de 2006 durante o Fórum econômico de Krynica, o chamado “Davos do leste europeu”.

“Considero o sistema financeiro quase inútil no que se refere ao desenvolvimento da propriedade nos Estados Unidos”, declarou Phelps. “Deverá ser reformado e de algum modo o princípio de concorrência pode ser obtido em algumas décadas, mas não acredito que podemos esperar tanto tempo”, acrescentou.

“As medidas adotadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central) americano para injetar liquidez nos mercados financeiros podem gerar inflação forte”, insistiu.

“A injeção em massa de liquidez do Fed é uma ameaça: existe realmente um risco de inflação, mais do que admite o governador do Fed, (Ben) Bernanke”, disse.

“Quando a economia americana atingir o fundo e começar a se recuperar um pouco, teremos um nível muito elevado de endividamento do Estado, uma situação que poderá ser sustentada apenas com um imposto marginal muito elevado que, durante inúmeros anos, provocará o adiamento de muitas atividades inovadoras”, lançou.

Após a quebra de estabelecimentos financeiros no país, a economia americana entrou em recessão em dezembro de 2007, desencadeando uma crise mundial.

Após a injeção estatal de 800 bilhões de dólares para estimular a economia, a maioria das previsões destaca que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) será retomado no terceiro trimestre após uma contração de 1% no segundo trimestre e uma queda de 6,4% no primeiro.

fonte: Uol Economia

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Crise só está escamoteada, afirma Rabello de Castro


Economista incensado por várias correntes de pensamento, Paulo Rabello de Castro continua cético quanto à conjuntura mundial: acredita que a crise foi apenas escamoteada e camuflada para que os políticos possam dizer que a recuperação está à vista, uma prática que tende a acirrar-se já no próximo trimestre, quando as comparações estatísticas forem feitas a partir dos números negativos registrados no fim de 2008.
Presidente e fundador da SR Rating, única agencia brasileira de classificação de risco, Rabello de Castro entende que o governo americano continua refém das grandes instituições financeiras. Mesmo evitando usar a palavra controle, que considera maldita no contexto, considera preocupante a valorização cambial que, a seu ver, ao atrair especuladores internacionais, pode tornar mais lento o desenvolvimento brasileiro.
Um dos expoentes brasileiros da Escola de Chicago, onde concluiu doutorado, o economista teme que o processo de recuperação da crise, que prevê como longo, ainda possa ser entremeado por turbulências e eventuais terremotos de intensidade tão grande quanto os que aconteceram há um ano.
No Brasil, pouco afetado por problemas de alavancagem de crédito, Rabello de Castro identifica a vantagem de o País ter commodities demandadas pelo fantástico crescimento da China. Confira trechos de sua entrevista ao Jornal do Brasil:
Há um ano, o senhor previu uma crise de longa duração. Algo mudou, de lá para cá?
A crise continua bem, obrigado. Apenas está escamoteada porque os políticos precisam dizer que a recuperação está à vista.
Foi suprida a necessidade de melhor regulação do sistema financeiro?
Muito pouco foi feito quanto à necessidade de mudar as avaliações de risco. Tampouco foram anunciadas medidas práticas que colocassem fim à capacidade destrutiva das decisões de instituições “grandes demais para quebrar”. Considero que o governo americano continua refém das instituições financeiras de grande porte.
O senhor chegou a dizer que o pacote americano apenas pedalaria a crise para a frente. Isto se confirmou?
A pedalada consistiu na enorme injeção de liquidez que estimulou especulação nos mercados de bolsa e de commodities, dando munição para a mídia ficar alardeando recuperações pontuais como demonstrações inequívocas de que tudo vai bem. Isto é um contrassenso.
Isto tem algo a ver com manipulação de dados?
Sem dúvida. A manipulação já começa com comparações de variações percentuais de períodos idênticos de 2008 e 2009. Como já no próximo trimestre a base de comparação vão ser os números negativos do fim do ano passado, serão fortalecidos os argumentos otimistas. O que não significa que tenha havido recuperação dos níveis absolutos de produção. Pelo contrário, como pode se ver todos os dias, pois, especialmente nos EUA, não há variação positiva de demanda.
E o Brasil, como está?
Temos a vantagem de não termos sido apanhados de frente pela crise e a vantagem circunstancial do fantástico crescimento da China, demandando commodities que o país tem. Daí termos um ganho que tem pagado boa parte da conta externa, gerando a valorização cambial.
Esta valorização é um risco? Já há até quem fale de necessidade de controle de câmbio e da entrada de capitais…
É claro que há risco. Mas o Brasil trabalha cronicamente com o câmbio valorizado. Só discordo da palavra “controle” pelo que de odioso ela embute. O Brasil tem é um problema de desajuste de fluxo financeiro e da taxa de juros, que já deveria estar mais baixa. Com o nível atual, os empresários ficam tímidos para investir e isso atrai especuladores do exterior para ganho na arbitragem dos juros. O que só pode tornar nosso desenvolvimento mais lento.
Qual o desenvolvimento provável de tudo isso?
A economia mundial vai demorar bastante tempo para se recuperar. É uma questão estrutural e poderemos ter surpresas nesse quadro, que não é livre de terremotos de intensidade tão grande quanto a de um ano atrás. No Brasil, a sucessão presidencial tem a vantagem de renovar o debate sobre temas fundamentais, como a reforma tributária.

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Professor Russo Igor Panarin: Colapso dos Eua poderá começar em dois meses

Desde 1998, com suas previsões sobre a desintegração dos EUA, o Professor Russo Igor Panarin afirmou que certos eventos que estão ocorrendo nos Estados Unidos são realmente para confirmar sua previsão para o dia do juízo final do Colapso dos EUA.

Igor Panarin, doutor em Ciências Políticas e professor da Academia Diplomática do Ministério Russo das Relações Exteriores, disse aos repórteres e jornalistas, após a inauguração de seu novo livro, que os Estados Unidos está no início do seu desaparecimento e que seu colapso poderia ocorrer dentro dos próximos dois meses, de acordo com o Rússia Today.

“Obama é o “presidente da esperança”, mas em um ano não haverá qualquer esperança. Ele é praticamente um outro Gorbachev - ele gosta de falar, mas realmente não conseguiu fazer nada. Gorbachev, pelo ao menos, tinha sido um secretário da administração Regional do Partido

Comunista, ao passo que Obama era apenas um trabalhador social. Sua mentalidade é totalmente diferente. Ele é uma pessoa agradável e fala muito bem - mas ele não é um líder e levará a América para o colapso. Quando os americanos entenderem isso – isso será como uma explosão de uma bomba.”

Por mais de uma década, Panarin tem falado sobre a previsão do colapso e desintegração dos Estados Unidos e, como muitos analistas econômicos, estes dias, como Jim Rogers e Peter Schiff, a desvalorização total do dólar dos EUA. No ano passado, ele afirmou, de acordo com um relatório do Rianovosti. “O dólar não está protegido por coisa alguma. A dívida externa do país cresceu como uma avalanche, mesmo que no início de 1980 não havia nenhuma dívida. Em 1998, quando eu fiz a minha previsão, que havia ultrapassado US $ 2 trilhões. Agora é mais de 11 trilhões de dólares. Esta é uma pirâmide que só pode entrar em colapso. ”

Além disso,as recentes eleições japonesas mostram ainda mais, pelo menos para Panarin, que o desastre financeiro é iminente nos Estados Unidos. Assim, a China vai despejar o dólar americano em grandes quantidades e a Federação da Rússia iria começar a vender o seu petróleo e gás para rublos.

“Hoje eu recebi uma outra confirmação de que o colapso do dólar e os EUA é inevitável. O Partido Democrático do Japão, que ganhou a eleição, e eu gostaria de lembrá-lo que seu líder [Yukio Hatoyama] tem o esnobando do dólar entre seus planos econômicos. Em palavras mais simples, ele planeja a transferência de reservas monetárias do Japão de dólares americanos para outra moeda. A mudança vai acelerar fortemente a queda de câmbio do dólar, já em novembro. Desintegração seguirá em breve. ”

Em outra previsão assustadora para a América, ele vê os EUA irão se separar em quatro partes, bastante semelhante ao da Guerra Civil em 1865, “A Costa do Pacífico, com sua crescente população chinesa, o Sul, com seus hispânicos; Texas, onde os movimentos de independência estão em ascensão, a Costa Atlântica, com sua mentalidade distinta e separada, cinco dos Estados mais pobres centrais, com suas grandes populações nativas americanas, e os Estados do Norte, onde a influência do Canadá é forte. ”

Panarin diz que a Costa leste será assumida pela União Européia, a Costa do Pacífico será controlada pelos Chineses, Estados do Norte e Centro-oeste serão dominados por Canadá e o Sul serão propriedade do México. Um mapa pode ser visto aqui.

Eu não sou anti-americano, a população dos EUA não tem nada a ver com a parte da elite política que implementa uma política absurda e agressiva que visa a criação de conflitos em todo o planeta … …. Espero ver a parte razoável do elite americana - Eu sei que existe alguém – se beneficiando nestes dois meses que virão até o colapso. Posso citar duas pessoas que pertencem a esta parte razoável dos EUA, o secretário de Defesa Robert Gates, e o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, William Burns. Se eles triunfarem na luta política, as consequências do colapso serão minimizadas “.

“O déficit orçamental dos EUA em 2009 é 4,5 vezes o déficit de 2008, enquanto as vendas de armas de fogo aumentaram 40%. Em 1 de outubro, os cupons que foram dados aos trabalhadores do Estado podem ser sacados. Quando os trabalhadores percebem que estão recebendo nada para os vales, eles vão pegar as suas armas de fogo e o caos irá se desenrolar.

Enquanto isso, em uma questão à parte, como o exercício chega ao fim em 30 de setembro, os seus resultados serão publicados. Eles estão destinados a investidores de choque em todo o mundo. Depois disso, e esnobando do dólar pelo Japão e, especialmente, a China, que irá transferir 50% de suas operações internacionais para Yuan a partir de 2010, a moeda irá fluir como um deslizamento fora de moda. Argentina e Brasil estãrão excluindo o dólar das operações de mútuo financeiro a partir de janeiro de 2010, enquanto o Brasil se oferece para mover para moedas alternativas em toda a América do Sul “, observou Panarin.

Panarin ainda deixa espaço para erro de cálculo, que seria realmente fazê-lo feliz. E não deve iniciar a queda em novembro, ele está pronto para explicar por que isso não aconteceu em dezembro. Mas no momento, o colapso parece muito provável.
“Em minha opinião, a probabilidade dos EUA deixar de existir, até Junho de 2010, seja superior a 50%. Neste ponto, a missão de todas as grandes potências internacionais será evitar o caos nos EUA.

Fontes:
Fim dos tempos.net

http://russiatoday.com/Top_News/2009-08-31/months-left-us-collapse.html?fullstory
http://www.digitaljournal.com/article/278599

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ENCHENTES APÓS PASSAGEM DO TUFÃO MORAKOT CAUSA DESTRUIÇÃO EM TAIWAN

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Uma estátua de Buda é parcialmente submersa em lama após a passagem do tufão; helicópteros trabalham no resgate de vítimas no país, onde estima-se em 600 o número de pessoas desaparecidas (Foto: Reuters)

Casas são levadas pela correnteza após a passagem do tufão Morakot no sudeste de Taiwan nesta terça-feira (11) (Foto: Reuters)

País asiático vive a pior enchente dos últimos 50 anos.Até 600 pessoas podem estar desaparecidas após passagem de tufão.


Fonte:G1

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ALÉM DO SUL DO BRASIL, FORTES CHUVAS TAMBÉM ATINGIRAM TURQUIA E MÉXICO




Além do sul do Brasil e da Argentina, fortes chuvas também atingiram o México e a Turquia nas últimas horas, provocando mortes e estragos.

Uma tempestade provocou estragos próximo à Cidade do México na tarde de segunda. Uma pessoa morreu.

As chuvas na Turquia mataram quatro pessoas de uma mesma família. A estrada que liga Istambul à Europa ficou bloqueada.
-Carros parcialmente submersos ao lado de embarcações na cidade de Silivri, a 70 km de Istambul, na Turquia, nesta terça-feira (8); fortes chuvas deixaram seis mortos na região noroeste do país (Foto: Reuters )
-Moradores atravessam rua submersa em bote após enchentes em Tlanepantla, no México, nesta segunda-feira (7) (Foto: Eduardo Verdugo / AP Photo)

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NOVAS FOTOS DO TORNADO QUE ATINGIU SANTA CATARINA














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Tornado assusta moradores em Santa Catarina

Fenômeno arrancou árvores e destelhou casas neste sábado, em Tubarão. Ventos ultrapassaram a velocidade de 120 Km/h.

Um tornado passou por Santa Catarina neste sábado (16). Os meteorologistas acreditam que esse tornado tenha sido de classificação 1, numa escala de 0 a 6, com ventos de, no mínimo, 120 quilômetros por hora. Veja o site do Bom Dia Brasil

Uma moradora da região gravou as imagens. O tornado atingiu a cidade de Tubarão (SC). Ele arrancou árvores e destelhou casas. Uma residência ficou completamente destruída. Duas famílias tiveram que abandonar as suas residências e uma pessoa ficou ferida. Tornados como este podem provocar grandes estragos. Os prejuízos só não foram maiores porque ele atingiu uma área rural.

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ONU defende criação de moeda global no lugar do dólar

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A ONU defendeu a criação de uma nova moeda global para proteger os mercados emergentes do "jogo de confiança" da especulação financeira, em mais um dos golpes recentes contra o papel do dólar como divisa de reserva internacional.


Para a Unctad (o braço das Nações Unidas para o comércio e o desenvolvimento), uma das hipóteses é a criação de uma espécie de banco central global (que também poderia ser o FMI, reformado), que emitiria uma moeda de reserva "artificial" --como o bancor, proposto por John Keynes, em Bretton Woods, em 1944.


O bancor seria uma moeda internacional destinada a ajustar os desequilíbrios nos balanços de pagamento dos países (que, no entanto, continuariam com suas próprias divisas).


"Uma possibilidade é que os países concordem em trocar suas próprias moedas por uma nova, de modo que a moeda global seria lastreada por uma cesta de divisas de todos os membros", diz relatório da entidade, que considera o atual sistema de moeda de reserva (em que predomina o dólar) como um dos culpados da atual crise.


Pela proposta, serão necessárias regras que determinem que os BCs mundiais intervenham no mercado de câmbio (para que suas moedas se valorizem ou fiquem mais baratas), dependendo do comportamento da economia global.


A Unctad afirma ainda que, ao contrário de hoje, tanto países que têm grande deficit (como os Estados Unidos) como os que possuem enormes superavit (caso da China) terão que ajustar as suas contas, não ficando mais a responsabilidade apenas com os primeiros.
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Segundo a entidade, o modelo atual tem um viés deflacionário, já que os países deficitários são obrigados a reduzir as suas compras no exterior quando não conseguem mais financiamento, enquanto os superavitários não têm o dever de aumentar as suas importações. A demanda menor, portanto, reduz o preço dos produtos.
Críticas ao dólar


As críticas ao dólar como divisa de reserva e a necessidade da criação de uma moeda global para substituí-lo não são novidades, com países como China e Rússia aparecendo na linha de frente dos ataques, mas a posição do organismo das Nações Unidas é a mais forte de uma instituição multilateral.


Ao contrário, porém, da maioria dos críticos, o relatório da Unctad não defende a substituição do dólar pelo SDR (Direito Especial de Saque, na sigla em inglês, a moeda do FMI que é composta por quatro divisas: dólar, iene, libra e franco suíço). Para a Unctad, a valorização do SDR não é suficiente para ajudar os países emergentes em busca de liquidez.
Isso porque os países em desenvolvimento, diz, estão sub-representados no Fundo, o que reduz os efeitos de uma maior emissão de SDRs --cada país recebe um montante proporcional à sua cota no FMI.


Na semana passada, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, defendeu o papel do dólar como a moeda de reserva internacional, mas disse que a sua importância deve ser reduzida. Para ele, porém, essa mudança deve ocorrer na próxima década, e não nos próximos meses.
Estímulo fiscal


O estudo da Unctad mostrou ainda que, em porcentagem do PIB, o Brasil gastou mais em estímulo fiscal do que os EUA e os demais países desenvolvidos.


Segundo o organismo, o governo usou 5,6% do PIB brasileiro (de cerca de US$ 1,6 trilhão) em programas como o corte do IPI sobre carros, eletrodomésticos e material de construção, enquanto o dos EUA gastou 5,5% do maior PIB mundial (de mais de US$ 14 trilhões) em planos para estimular a sua economia --porém, os americanos gastaram 81,1% do seu PIB com ajuda a bancos, ante 1,5% do Brasil.


Na média, os países ricos gastaram 3,7% do PIB com planos de estímulo à economia. Nos emergentes, esses gastos representaram 4,7% do PIB.
Com agências internacionais


FONTE:UOL

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